15 novembro 2009

Um dia como os outros (8)

 


(...) Agora toca a quem ocupa transitoriamente o cargo de primeiro-ministro, mas, se não somos intransigentes neste caso, haverá um dia em que poderá passar-se connosco. E nesse dia não teremos a lei do nosso lado, e já não haverá Estado de direito para nos defender.(...)


 


(Também aqui)


 

4 comentários:

  1. A mim parece-me insultante que o senhor Pedro Adão tente convencer-nos que o recuo civilizacional (que já chegou) e o fim da liberdade começa, precisamente, pelo mais alto.
    Só quem vive desconectado da realidade, quem não pisa a rua há séculos, porque não sai da garagem para o trabalho e dai para o centro comercial é que pode faltar ao respeito assim aos cidadãos de a pé (nunca melhor dito).
    A exposição pública de um alto cargo não é o fim da liberdade. Ainda esta para chegar o dia que TODOS os políticos corruptos passem um tempo à sombra. Esse dia, já todos os cidadãos teremos sido calados, já se terão aprovado montes de leis contra o desejo maioritário (ou tratados de Lisboa, ou ajudas aos bancos que não serão devolvidas ), já os níveis de iliteracia atingiram níveis nunca antes conhecidos, já um titulado universitário não será mais do que um robot que só conhece o seu trabalho.
    Dizer que o mal começa por isto seria negligente, se não fosse pelo intencional do discurso, pelo dolo.
    Já agora, COMO É POSSÍVEL FALAR ASSIM DOS CHICHOS ??? Olhe que aqui o je e a totalidade da população presidiária espanhola podemos querer vingar-nos ...

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    1. Eduardo, a liberdade e os direitos cívicos não são mais nem menos para "os altos cargos" ou para "os baixos cargos". E devem ser defendidos como princípio, não como circunstância para uns ou outros, sejam primeiros-ministros ou cidadãos anónimos. A exposição pública é um crime, em si própria, contra a liberdade individual e a privacidade. A luta contra a corrupção e os crimes de colarinho branco não podem ser desculpa para a devassa sem regras e sem lei. Há leis que devem ser cumpridas, para todos e por todos.

      Quanto aos Chicos , são admiravelmente horrorosos!

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    2. Não nego isso. Mas se a imprensa não tivesse alguma flexibilidade, nunca se teria publicado o Watergate , o Irangate ou casos como os do GAL em Espanha. Se a imprensa não investigasse, não seria, com certeza o procurador (que deve muitos favores) quem ia abrir causas contra os "superiores". Outra coisa seria que os tribunais fossem permanentemente atrás dele. Esse seria mais o caso do Berlusconi (e com razão), mas não ouvi ninguém dizer que perseguir a Berlusconi é perseguir a liberdade de todos nos. Mais, a maior parte da esquerda aplaude o facto de aparecer a vida do homem (muitas delas pertencentes à sua vida privada).
      De qualquer maneira, continuo a preocupar-me mais com o facto de que se ofereça dinheiro aos bancos com os meus impostos e, depois de NOVAMENTE terem anunciado lucros, não só não sejam devolvidos, senão que nos digam que, mais uma vez, temos de apertar o cinto. O que nos queiram obrigar a por vacinas ou que sejam os governos a controlar a imprensa.
      O resto não passa de boatos em letra impressa e cada um saberá se acredita.

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    3. Eduardo, estás a misturar muitos assuntos. A imprensa não tem investigado nada, apenas tem reproduzido fugas de informação que vêm de dentro do sistema de justiça. Ninguém se preocupou em investigar fosse o que fosse. Neste momento o problema da rede de influências em que já há arguidos deixou de ter importância. O que importa é o que Sócrates disse ou não disse. Isto é luta política pura e dura, suja, sujíssima. Além disso, quando os corruptos são condenados, vide Isaltino Morais, a população não os pune, visto que ele ganhou as eleições em Oeiras e hoje saiu um artigo no Público com uma tentativa de regeneração da figura.
      Na nossa sociedade não há verdadeira repulsa à corrupção . O que há é luta política do pior e mais básico.

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