30 novembro 2009

Neve

 


Gelo e dilato os pulmões, uma imensa vontade de voar, uma imóvel nostalgia seca-me o rosto. É necessário este vento agreste, esta imensidão de nada, sem que se ouçam aves ou árvores, apenas a voz dos nossos sentidos. Aqui o tempo pesa na solidão do vazio, nos abrigos das mãos de neve, nos mantos que se aquecem de luz.


 


Azul e branco, branco e azul, a morte pendura o casaco e espera.


 



Eduardo Gavín


 


Aos meus companheiros bloguistas, que não nomeio, peço um olhar para esta encosta de neve. Serão assim os vossos dias de invernia tristeza ou de gelada paixão? Aqui vos espero e ouço.


 

12 comentários:

  1. Quando as palvras derretem a neve, o Inverno recupera a alegria serena e aquece a paixão.
    Boa estadia

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    1. Obrigada pela resposta ao desafio, JRD.

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    2. JRD , para além de ter respondido ao desafio, fê-lo de uma forma soberba. Obrigada, mais uma vez.

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    3. Sofia,
      As suas palavras, seja qual for o registo, são sempre de uma grande frontalidade e lucidez.
      Pode não se concordar com todas, mas não se pode ignorar a sua importância.
      E depois, ainda há a poesia e a prosa poética, a sensibilidade.
      Bom Feriado

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  2. Em bolandas, com o meu varao mais novo, por terras de Ossanoba, com um Sol de derreter invernias e nevoes, mas a suscitar paixoes primaveris, olho para esta soberba e singular serrania com saudades do futuro, que jà aqui està, e de um passado que nao conheço.
    Em cima desta sua paisagem. sò me apetece por uma coisa: Ode à Liberdade!
    Abraço e bons voos,
    JA

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    1. Obrigada JA , por ter respondido. E repito consigo: ode à Liberdade!

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  3. Cristina Loureiro dos Santos01:53

    A brancura da serra é realmente encantadora e transmite um paz e uma tranquilidade imensas... Mas devia estar muito frio, não?

    Como foi a viagem?
    Beijinhos :)

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    1. Correu tudo bem, com abóboras, queijos e outras iguarias de antanho .

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  4. Imensa é a brancura toda que cabe, tão pequenina, no cristal de gelo desfeito em gota na ponta do dedo, água fresca na ponta da língua. Assim tudo, em todas as estações: a grande filosofia dorme numa só ideia e Deus, no Menino.

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    1. O Menino em cada um de nós, Deus somos todos nós. Obrigada, Eugénia.

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