pintura de Edward Hopper
Summer Interior
Escorreguei pelos lençóis, pelo suor da cama, pelo verão que nunca começou.
Escorreguei pelo teu corpo ausente, pelo grito da cama vazia, pelas tábuas que ardemos por dentro do pó dourado na luz filtrada.
Escorreguei pelo sono do manso inverno que nos cobre, meio vestida de verão, meio despida de razão.
Escorreguei pelo que faltas mas nunca estiveste, neste teatro de insónias verdes, de calores sufocantes e estranhos à memória que inventei.
Olá Sofia.
ResponderEliminarE que bem lhe fica o Hopper na sala.
Um abraço.
Obrigada, Eugénia. Ainda bem que gostou.
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