Uma das funções do estado que considero essenciais é a da educação, com uma aposta numa escola pública de qualidade.
Considero que a Ministra da Educação anterior, Maria de Lurdes Rodrigues, foi das melhores ministras da educação que tivemos. Penso que a devida homenagem lhe será prestada por professores, alunos, pais e cidadãos em geral daqui a alguns anos, quando o resultado das políticas que desenvolveu forem manifestas.
Ninguém duvida de que houve muitas coisas que correram mal. Mas eu não tenho dúvidas da importante reforma que existiu na agenda educativa, com a reformulação de um estatuto da carreira docente, com o princípio da avaliação de desempenho com consequências na progressão da carreira, com a implementação da escola a tempo inteiro, o reforço do ensino da matemática, a aposta no ensino básico, a reabilitação do parque escolar, as aulas de substituição, o desenvolvimento do ensino técnico profissional.
Ouvi com muita atenção a primeira entrevista de Isabel Alçada a Judite de Sousa e gostei muito. Há diferenças no estilo e na forma, que são obviamente importantes, mas o rigor, a exigência e a noção do princípio de que a avaliação de desempenho deva existir, de que haverá um princípio de progressão na carreira docente em que o mérito e as funções desempenhadas são importantes, desde logo na formação de avaliadores, de que a excelência atingida é uma meta que nem todos alcançarão, estão patentes.
Espero que estes princípios sejam comungados pelos outros protagonistas, nomeadamente pelo eterno Mário Nogueira. Os nomes são pouco importantes, os modelos podem ser diferentes mas todos os cidadãos aguardam que a escola pública seja a prioridade desta Ministra, que os problemas da educação sejam resolvidos, para além dos problemas de uma classe profissional, por muito respeitada e importante que seja.
Desejo as melhores felicidades à próxima Ministra da Educação - Dra. Isabel Alçada.
(Também aqui)
Então os professores são aquele grupo miserável, não é? "Feios, porcos e maus"... Enfim, a Sra deve ser mais um dos portugueses que se sente com capacidade para opinar sobre tudo. O que referiu são mero chavões! Vá ao terreno e veja se esses chavões são assim tão positivos... Cumprimentos,
ResponderEliminarMaria
Também desejo as melhores felicidades à actual Ministra da Educação. E, nos meus votos vai o desejo de que se centre no essencial e não soçobre perante outras que desviam dele.
ResponderEliminar[Sabe, Sofia, sempre que aqui deixo palavras relativas a este assunto, recebo correspondência que não me permite, sequer, reposta. Mesmo no anonimato há coisas que eu não me importava nada de esclarecer, mas qual quê...]
Mdsol , também a mim acontece que, sempre que falo de educação, aparecem comentários pouco consentâneos com o tema.
EliminarA senhora não é professora, pois não?
ResponderEliminarE já agora, ainda não percebeu que no sistema de Ensino actual já não há rigor nenhum... Pelo contrário, há uma obrigatoriedade de passar qualquer aluno que respire dentro de uma sala de aula de vez em quando ao ínvés de fazer aquilo que deve e que tanta gente por esse mundo fora gostaria de ter a oportunidade de fazer e não tem: aprender!
E por aí fora........
não deve ser professora.............................
ResponderEliminarÉ preciso ter coragem para defender hoje a ex-ministra da Educação. Há comentários que sugerem que a autora deste blog não é professora porque só assim, dizem, é que pode defender a ex-ministra da Educação. Não "somos" professoras (por acaso até já fui...) mas somos pais de alunos e sabemos a desgraça que aí vai no ensino. Quando são os professores os primeiros a vir para a rua a gritar contra o facto de terem que ser avaliados (depois lá mudaram o tom para "não querem ESTA avaliação), quando eles próprios são e TÊM que ser avaliadores... é, no mínimo o descrédito de um grupo profissional! Eu trabalho há 28 anos, há 18 (pelo menos) que passo duas vezes por ano por crivos apertados de avaliação. Não tenho medo, cumpro bem a minha função e tento assim continuar... É muito difícil ser-se ministra com profissionais destes... É difícil aguentar campanhas tão violentas orquestradas pelos sindicatos. Os professores deviam gritar, sim, com tanta força contra o negócio chorudo dos livros escolares, contra as mochilas pesadíssimas dos miúdos , contra a sobrecarga de horas escolares, contra a falta das condições de trabalho... Ser-se ministro de educação com este grupo de profissionais é, no mínimo, desmoralizante. A ex-ministra teve coragem, quiseram cilindrá-la mas com mais ou menos razão nunca se deixou manipular. e nunca capitulou. Como povo não gostamos disto. Não queremos regras, não gostamos de um poder forte. A Ministra tentou reunir negociar mas os sindicatos, já combinados, boicotavam as reuniões ainda elas não tinham começado ... Assim não vamos lá.
ResponderEliminarObrigada pelo comentário.
EliminarTenho a impressão de que esta ministra não será tão fácil como a FENPROF e outros esperavam. A ver vamos.