Não percebo porque é que um grupo de socialistas católicos pretende um referendo sobre o casamento entre homossexuais.
Caso este seja legalizado, será o casamento civil. O casamento religioso será sempre conforme os preceitos da religião, neste caso os da Igreja Católica. Ou será que querem referendar a hipótese de haver casamento religioso para homossexuais? Pois, mas para isso não serve um referendo.
Os católicos ofendem-se com frequência e tendem a pretender que todos sigam as suas ideias, os seus valores, as suas escolhas.
O programa do governo era explícito nessa matéria e essa já foi sufragada. Caso seja legalizado o casamento entre homossexuais, ninguém será obrigado a ser homossexual, ninguém será obrigado a casar. Apenas se abrirá a possibilidade de dois cidadãos do mesmo sexo celebrarem um casamento civil.
Um referendo pedido por um grupo de católicos? Não percebo.
Nota: também aqui.
Vou fazer link, Sofia. :)
ResponderEliminarTodos os portugueses, todos não… aqueles que têm alguma memória, ainda que só recente, lembram-se de propostas em programas de governo, que foram sufragadas, mas não foram implementadas, mesmo quando a maioria dos eleitores sufragou essas medidas. Actualmente apenas um terço dos eleitores sufragou a medida. Por aí, tem uma legitimidade muito duvidosa.
ResponderEliminarNão conheço pessoalmente a Sofia Loureiro dos Santos, mas conheço-a através das suas crónicas enquanto porta-voz não oficial do anterior governo. Não sei se é casada, mas no pressuposto que é, por que motivo quando em alguma situação, oficial ou não, for questionada se é casada e responder sim, ser legítimo pensar: é lésbica. Ou do marido concluir-se, 90% erradamente! que é homossexual.
O substantivo casamento é um conceito que define uma situação muito objectiva e que mais de 80% da população teoricamente pode vir a integrar. Qual a legitimidade para menos de 20% da população criar uma nebulosa num conceito tão transparente, quando, com facilidade se pode criar um conceito que defina, com rigor e sem possibilidade de diferentes interpretações, esse diferente contrato? Sim, o contrato celebrado entre homossexuais não reúne os requisitos que o contrato casamento exige.
O que é legítimo é que os homossexuais exijam a atribuição dos mesmos direitos e obrigações que é atribuída aos heterossexuais quando casam, ou a estes quando vivam em união de facto.
Seguramente que a maioria da população não se oponha a esse desiderato. Mas, aparentemente o objectivo de alguns homossexuais, numa atitude egoísta, não é esse, mas sim a provocação, correndo o risco de prejudicar todos os outros que apenas aspiram a uma igualdade de direitos e obrigações.
Izanagi
EliminarApenas duas coisas: não fui nem sou porta-voz oficial ou oficioso de ninguém, apenas me represento a mim própria; não tenho por hábito pensar na orientação sexual das pessoas quando sei o seu estado civil.
ResponderEliminarNão é fácil
compreender o PS
A lei já devia estar publicada
e a da regionalização do país também