23 outubro 2009

Gripes

 


Desde Maio que as notícias sobre a gripe A inundam os media. Desde Maio que se preparam planos de contingência e se alertam as populações, a nível mundial, para a pandemia, para os anti-virais, para as vacinas, para os grupos de risco. Desde Maio que se vive em função daquilo que há-de acontecer nas escolas, nos hospitais, nos transportes públicos, quando a gripe atacar a sério, que a Ministra Ana Jorge se multiplica em afirmações que se pretendem calmantes e assegura que teremos vacinas e anti-virais suficientes para quem precisar.


 


A pouco e pouco começam a surgir vozes respeitadas e avisadas que explicam que o alarme é demasiado, que a preocupação é exagerada, que o susto não se justifica. Jaime Nina afirma que a mortalidade desta gripe é igual ou inferior à da gripe sazonal, a Organización Médica Colegial de España fez mesmo um comunicado em que deplora o alarmismo e acalma as pessoas, informando-as do que se está, na realidade, a passar – a gripe A é uma doença benigna, contagiosa, que na maior parte das vezes tem pouca sintomatologia, noutras tantas passa em 3 dias e tem uma taxa de mortalidade igual ou inferir à da gripe sazonal.


 


É importante que as autoridades sanitárias estejam atentas, que tenham planos de contingência, que preparem cenários mais gravosos, o que já não se percebe é o ambiente que se está a criar para uma obrigatoriedade de  vacinação, como o facto de ficar registado quem não se quiser vacinar, assim como a notícia repetida de meia em meia hora, na TSF, de uma significativa percentagem de funcionários da linha saúde 24 que não está disposta a ser vacinada.


 


A vacina está disponível e existem grupos de risco que deverão ser vacinados, tal como acontece com a vacina para a gripe sazonal. Mas não é obrigatória nem deve ser. Todas as pessoas deverão ser informadas, esclarecidas e assim decidirão o que fazer, tal como para tantos outros tipos de procedimentos e de terapêuticas. Será que estamos a preparar uma sociedade cujos indivíduos são penalizados por exercerem o seu direito à livre escolha?


 


Convém, no entanto, não acreditar em todas as teorias da conspiração que circulam por toda a parte. A última de que tenho conhecimento é protagonizada por Rauni-Leena Luukanen-Kilde, que nunca foi ministra e que já defendeu que os nazis foram à Lua na década de 40, que os americanos já foram a Marte, que teve diversos contactos com OVNIs, etc.


 


Sem comentários:

Enviar um comentário

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...