pintura de Erik Hanson
Emanations variations on black and white I
Nem enchentes e marés de sonhos, nem desertos sedentos de sol. Procura-se o meio-termo, o compromisso, a cedência. Sempre mais razoabilidade, mais equilíbrio, mais do mesmo, mais na mesma. Sempre é cedo ou tarde de mais, sempre talvez ou mais um pouco, sempre não há, não pode, sempre mais devagar, sempre degrau a degrau.
Não tenho mais punhos para cerrar, não sei de mais mastros para navegar, só restam os ponteiros dos segundos, urgentes, impositivos, certeiros, ruidosos, gritos surdos e olhos por todo o lado.
Mudar, é preciso virar as roupas do avesso, as almas, o mundo.
Já não tenho braços para tanto mar.
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