Poema de Jorge de Sena
Escultura de Sassona Norton
To Whom Do I Pray
Na mão, em dedos leves e suspensos,
sentir o fluido peso que se esquiva.
Ou, com dedos recurvos que se tocam,
cingir musculaturas delicadas.
Ou, prolongando em dedos a mão toda,
medir quanto de carne ali se amplia.
A mão conhece o que mal olhos vêem.
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