11 setembro 2009

Na mão, em dedos leves



 


Poema de Jorge de Sena


Escultura de Sassona Norton


To Whom Do I Pray


 


Na mão, em dedos leves e suspensos,

sentir o fluido peso que se esquiva.


 


Ou, com dedos recurvos que se tocam,

cingir musculaturas delicadas.


 


Ou, prolongando em dedos a mão toda,

medir quanto de carne ali se amplia.


 


A mão conhece o que mal olhos vêem.

 

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