17 setembro 2009

Desaperta

 


 


pintura de Teresa Dias Coelho


dor


 


Nem sempre a sombra se aperta

ao largo das pedras dos sinos

nem sempre o laço se solta

nos subúrbios do destino

nem sempre os corpos se moldam

nos meandros dos caminhos

mas sempre a dor desaperta

no gotejar da solidão.

 

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