(pintura de Aili Schmeltz: radar)
Não sei se começamos com papéis
ou acabamos nos papéis
pela força das palavras
dos riscos dos nomes que abraçamos.
Não sei se foram folhas de papel
ou o papel que representamos
o que fomos ou que somos
uns dos outros perdidamente
demoradamente suspensos de uma voz
de um aperto de ânsia
quando nos vemos.
Não sei se a estrada o ar
a terrível desumanidade do tempo
nos dá tempo para encontrar
os papéis que colamos às mãos
e que usamos para nos renovar.
Gostei tanto...
ResponderEliminarObrigada...
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