Sempre que se anuncia uma pandemia ou a possibilidade de disseminação de uma doença infecciosa com mortalidade preocupante, perante o desconhecido há inúmeras teorias da conspiração.
Não é que elas não sejam interessantes e que não sejam excelentes guiões para filmes, excelentes ideias para livros de ficção científica, policiais e de espionagem.O facto das empresas envolvidas na investigação e comercialização de antivirais ganharem com as pandemias de gripe, não as transforma obrigatoriamente em grupos de malfeitores a soldo do capital, modificando geneticamente vírus assassinos, intencionalmente ou por negligência.
Já me chegaram por e-mail várias notícias sobre uns trabalhos interessantíssimos sobre a associação entre a doença de Alzheimer, a esclerose múltipla e o uso de adoçantes artificiais, divulgados pela Dra. Mancy Marckle. Claro que fui ao PUBMED pesquisar estes artigos mas não encontrei nada, mas mesmo nada, sobre este assunto.
Em relação ao vírus H1N1 também me enviaram um vídeo do Dr. Leonard Horowitz que defende que este vírus é o resultado de uma fabricação laboratorial, uma mistura entre os vírus da gripe comum, da gripe suína e da gripe aviaria, para aumentar os lucros das empresas que vendem vacinas e antivirais.
O Dr. Leonard Horowitz também defendeu que o vírus Ébola e o HIV teriam sido fabricados pelo governo dos EUA na preparação da guerra biológica e de genocídios. Nada ficou provado e a credibilidade deste Dentista não abunda. Mais uma vez não há registo de artigos científicos (PUBMED).
Finalmente um investigador australiano, Adrian Gibbs, fez um relatório em que levanta a suspeita de este vírus ter sido criado acidentalmente, em experiências para desenvolver vacinas. É suficientemente credível para desencadear uma resposta da OMS, que já afirmou não haver indícios nem provas de que isso pudesse ter acontecido.
Bem sei que queremos explicações para tudo, sobretudo aquelas que afastam a hipótese de haver coisas que o Homem não controla. Mas convém ser cauteloso e aceitar que os vírus, as bactérias, o magma, as placas tectónicas, os tornados, os terramotos, não são controláveis por nós.
Pois, que não são... Embora não me repugne nada pensar que um dia ainda venham a ser.
ResponderEliminarbeijos
Mesmo assim penso que haverá sempre qualquer coisa que escapará ao nosso controlo.
EliminarOportuno, didáctico e muito bem escrito.
ResponderEliminarContinue!
Corrigenda: sobre a associação entre a doença de Alzheimer, a esclerose múltipla e o uso de adoçantes artificiais quando utilizados a uma temperatura superior a 30º
ResponderEliminarObrigada pela correcção. A maior parte das bebidas quentes em que se utiliza aspartame ou outro adoçante artificial estão mais de 30 graus. De qualquer forma, não encontrei nenhum estudo que se refira a isso.
EliminarObrigada, Sofia.
ResponderEliminarO que precisamos, mesmo, é de mensagens esclarecidas.
Também já recebi, umas quatro vezes, e-mails de correntes ligadas ao vegetarianismo argumentando que o consumo de leite acabava por ser prejudicial, provocando o cancro da mama nas mulheres. Incluíam estatísticas, mostrando que a incidência é muito elevada entre as europeias e norte-americanas, ao contrário do que sucede entre as chinesas, estas praticamente livres deste mal. É verdade que os orientais têm dificuldade em digerir o leite, por falta de uma enzima. Daí a ser verdade que estão ao abrigo dos aludidos "malefícios" lácteos é que, se calhar, também é balela. Não será?
Ernestina, desconhecia que havia associação entre a ingestão de leite e o cancro da mama. Fiz uma pesquisa e encontrei 2 artigos: um estuda, em ratinhos, a relação entre leite (natural e industrial, magro e gordo) e cancro da mama; o outro a relação entre leite fermentado e desenvolvimento do cancro da mama. No entanto os métodos utilizados não incluem ingestão de leite, mas injecção de produtos derivados. Mesmo assim os resultados são pouco conclusivos... em ratinhos! Daí até se inferir que a ingestão de leite aumenta a possbilidade de desenvolver cancro da mama é pura especulação!
Eliminarhttp://eutils.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/eutils/erss.cgi?rss_guid=1d7ML8O-DaJVmylXth5bbedudmYyuuBDT-Cdm3ca_dIgP6TkP
Muito obrigada, Sofia.
EliminarSempre me pareceu especulação, também. Continuei a beber leite (magro). Mencionei-o devido à repetição das mensagens. Mas, como muita coisa que circula na net , não resiste à investigação.
Mais grave de que tudo isso é a SIDI ou Síndrome da desconfiança instalada.
ResponderEliminarFiquei mais tranquilo.
ResponderEliminarEsse "estudo científico" sobre os adoçantes,veio
parar várias vezes aqui à minha caixa.Foi sempre
uma info a que não liguei puto. O açúcar foi-me
proibido há três anos, e a "bica"passou a ser com
o adoçante ou edulcorante,comolhe queiram chamar,
e vai continuar.
Muito obrigado pela informação
ResponderEliminarFoi por essa necessidade de controlar o incontrolável que os homens criaram as religiões.
O desejo de explicar e compreender, inerente à natureza humana, constitui-se também como tentativa de controle.
Há pois que manter o espírito lúcido para, sem deixar de querer conhecer, não embarcar nas 1ªs "explicações" conspiratórias...
Um post esclarecido e bem interessante!
Muito interessante. =)
ResponderEliminarhttp://rebrand.blogs.sapo.pt/
Bom...tirou minha dúvida sobre esse estudo com os adoçantes.
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