04 maio 2009

A sal

 


 



(poema de Luis Maffei: Telefunken)


 


É qualquer coisa como um gosto


a sal e água sem chuva, um


lugar preciso em que se move


dentro


o papel de vida que se joga quando


as coisas teimam em fazer


algum sentido.


É qualquer coisa como o embaraço de


solstícios, inverno avesso a muitas cores e


próprio a ares que gostam de dizer


alguma coisa muito


muda


muito


ao contrário de dizer sem


dizer nada.


É qualquer coisa assim como algum


branco, como um gesto que se vai da


boca à escrita sem que nada seja


necessariamente


dito, nada necessariamente em pauta. É como


qualquer coisa de difícil faina, como se eu


pudesse


aqui


neste lugar sem chuva ou sal ou invernos,


neste lugar de fora e alguns muitos


sítios, arrancar da folha já sem fonte e sem origem


uma alfazema um relicário


ou


qualquer coisa como um gosto a ti.


 

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