Mas a que propósito é que os médicos vão dispensar medicamentos, genéricos ou outros, directamente aos doentes? Então os médicos não aceitam, e muito bem, que lhes troquem o receituário sem a sua autorização explícita e vão passar a entregar medicamentos aos doentes?
Os médicos devem prescrever por DCI, independentemente das marcas de medicamentos, genéricos ou outros, sempre que possam confiar na garantia de qualidade dos mesmos. Isso é que é importante. Se há um Instituto Público que garante essa qualidade, não me parece que haja razões para duvidar dele.
Se há médicos que utilizem a indústria farmacêutica para seu próprio proveito, que sejam investigados e, se for caso disso, que se proceda disciplinarmente contra eles.
Mas misturarem-se concursos de medicamentos genéricos, atribuições de médicos e de farmacêuticos dá a sensação de que o que se discute não é a saúde dos doentes nem o seu direito a serem bem tratados pelo mais baixo preço possível, mas as agendas e os negócios de várias entidades e instituições.
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