(pintura de Chidi Okoye: blue dance)
Tinha planeado escrever um post sobre os candidatos a múltiplos lugares eleitorais, como Ana Gomes e Elisa Ferreira, que já são perdedoras pelo simples facto de apostarem em duas eleições, desvalorizando obviamente as autárquicas.
Pensei que ainda não me tinha publicamente incomodado com o apoio de Sócrates à recandidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia, lugar que não prestigiou, que não tornou importante, que não autonomizou, num mundo que mudou radicalmente nos últimos tempos, que tem como líder de um império que era do mal um homem que está a tentar provar que vem por bem, ainda não tinha mostrado a minha desilusão pela tal Europa velha e mumificada, que aprova tratados de Lisboa às escondidas dos cidadãos para fingir que olha em frente.
Mas antes de preparar os dedos para escrever, dei uma voltinha pelos blogues que estão do meu lado esquerdo, uma a um como sempre e corei. Primeiro de incredulidade, depois de atrapalhação.
Sempre defendi a teoria de que uma das formas de envelhecer era perder a capacidade de conhecer pessoas, de fazer amigos. Continuo a defendê-la. Hoje em dia tornamo-nos quase íntimos de nomes reais ou inventados, a quem vestimos, emprestamos uma imagem construída a partir das palavras, das músicas, da comoção e do humor de quem lemos.
Muitas vezes por acaso, nem sabemos bem explicar o porquê de voltarmos a procurar um pequeno texto, uma imagem, um poema. Neste caso foram poemas. E uma forma circular e discreta de realçar assuntos e pensamentos.
Mas sim, a desordem é um alfabeto, um alinhamento de respiração e dever, um hábito de construção e de dor. E a verdade é aquilo que vemos nos outros, no espelho que são da nossa alma.
Corei pois, levemente envaidecida e tocada por alguém que decifra e ordena esse alfabeto.
Bem merecido!
ResponderEliminar:)))
Nem tanto, MDSOL .
EliminarGostei de ver. É mesmo muito merecido.
ResponderEliminarbeijos.
Obrigada, Donagata.
EliminarBjs
Lindo.
ResponderEliminarAna Matos Pires, seja bem-vinda (e obrigada!).
EliminarParecem-me cumplicidades de mulheres, mas, irrelevante macho, desastrado homem, posso (se me deixarem) dizer, que me pareceu um dos modos mais bonitos (que eu já pude ler) de dizer a alguém, e de alguém, que é "bonita" e o que "diz" e escreve é tão bom, que até apetece...
ResponderEliminarOs textos da Sofia, provocam-me, não raras vezes, esse efeito de euforia, de tropeçar naquela ideia perfeita e dita na perfeição estética.
J.A.
Desastrados mas não irrelevantes. Aqui pode sempre dizer o que lhe apetecer. Obrigada pelo seu comentário.
EliminarOlá, Sofia...
ResponderEliminarOlá, Eugénia...
EliminarNão core, Sofia, pois as palavras são inteiramente merecidas.
ResponderEliminarLino, olhe que coro outra vez!
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