(pintura de Vieira da Silva)
Começo pelo trabalho mas não sei
o que se passa na terra da fraternidade.
Um dia como os outros talvez mais cedo
mas não sei o que murmura a cidade.
Estico a corda até ao peito
estalo o chicote da memória
mas não sei o que se passou na sombra
das noites que já atravessámos.
Começo pelo calendário
mas não sei quem mais ordena em mim.
Talvez a liberdade.
Talvez (algum) desencanto.
ResponderEliminarAinda bem que eu já tinha colocado no blog Jorge de Sena. Assim foste obrigada a criar e, como sempre, belo.
ResponderEliminarBeijos.
um belo poema, Sofia.
ResponderEliminarAgradeço a todos os comentários. Ainda bem que gostaram.
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