Que a Igreja perfilhe os valores da fidelidade conjugal, da abstinência sexual, da procriação e a anticoncepção natural (??), pregue e evangelize as populações, é um direito que lhe assiste. Só a segue quem quer.
Mas que afirme que Não se resolve o problema da sida com a distribuição de preservativos. Pelo contrário, o seu uso agrava o problema. é desinformação, cujas consequências poderão ser desastrosas.
A prevenção é sempre melhor estratégia do que apenas a terapêutica, para qualquer doença. Para uma doença infecto-contagiosa, evitar a exposição e, quando isso não é possível, proteger quem pode estar em risco (todos podemos, é importante não esquecer isso) são as melhores alternativas.. É essa a filosofia das vacinas, da poliomielite ao HPV, da Hepatite B à tuberculose.
O preservativo é um método de barreira comprovadamente eficaz na redução da infecção por HIV.
Não se pede ao Papa nem à Igreja que neguem os seus valores ou que desistam dos seus conselhos. Mas não se pode tolerar o engano objectivo e premeditado das populações. A fé não pode ser desculpa para a exploração da ignorância alheia.
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