29 março 2009

As excrescências partidárias

 



 


Não sei se é a própria Manuela Ferreira Leite, se os seus assessores de campanha e estratégia política, mas da boca da líder do PSD têm-se ouvido as frases mais reaccionárias, de cunho ditatorial e de desrespeito pela democracia representativa multipartidária que tenho memória.


 


A acusação de Manuela Ferreira Leite ao Primeiro-Ministro de confundir as prioridades do país ao colocar como organizador das campanhas eleitorais o Ministro Vieira da Silva, é dos piores exemplos de populismo demagógico antidemocrático, por muito que Manuela Ferreira Leite a tente travestir de amor e dedicação ao país.


 


A existência de partidos políticos, debates, lutas políticas e eleições são a base do nosso sistema democrático. Alguém acredita que haverá menor desemprego pelo facto do Ministro do Trabalho não organizar as campanhas eleitorais do PS?


 


Ao contrário de Manuela Ferreira Leite eu penso que as eleições, nomeadamente as legislativas, são sempre importantes e, nestes momentos conturbados, cruciais para a definição política e governativa do país nos próximos quatro anos.


 


A postura de desprezo pelo debate democrático, pelos partidos políticos como excrescências mal cheirosas da democracia (em que se assemelha à de Cavaco Silva), é um péssimo contributo para a dignificação de um estado democrático.


 

5 comentários:

  1. impaciente17:23

    Temos que convir que os partidos têm feito os impossíveis para se desacreditarem e, com eles, a democracia, assumindo-se mais como coveiros que como motores da mesma.
    Desde o funcionamento ao financiamento, tudo é negócio escuro. Não é negócio nacional: o mesmo sucede por todo o mundo.
    Ou se encontram novos caminhos para a democracia ou teremos eleições sem votos!

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    Respostas
    1. Impaciente, é verdade que os partidos têm feito os possíveis para se desacreditarem. Mas eu prefiro partidos maus a inexistência de partidos. Além disso Manuela Ferreira Leite já cá anda há uns bons aninhos, pelo que a responsabilidade de mudar as práticas partidárias também é dela.

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  2. impaciente19:59

    Pois é, Sofia!
    Podem andar toda a vida nisso que não aprendem.
    É por isso que temo as "eleições sem votos": o descrédito a tal pode conduzir.
    Basta aparecer um "iluminado" que saiba aproveitar!

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  3. E, além do mais, é deselegante: ninguém, nos partidos políticos, criticou MFL por ter escolhido Paulo Rangel para líder da bancada do PSD, invocando, por exemplo, que ainda no tinha o cartão de militante...
    As escolhas internas, só aos membros e às lideranças desses partidos dizem repeito.
    Quando faltam argumentos...até vale pegar fogo ao Reichtag! A culpa é de quem? Claro, do Dimitrov! Peço desculpa: a culpa é do eng.º Sócrates!
    JA

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