01 fevereiro 2009

Luta política em baixa versão

Não é possível tentar ignorar a pouca vergonha do que se tem passado com o caso Freeport.


 


Não se trata da investigação do MP, do DCIAP, da PGR, sei lá mais de quem. Trata-se apenas de, a reboque de uma investigação que, como de costume, se arrasta penosamente e sem brio em todos os casos e mais gravosamente, em todos os que envolvem responsáveis políticos, fazer assassinato de caracter com fins políticos.


 


Não é possível tentar ignorar a verdade. A justiça está a ser usada e instrumentalizada por quem está interessado em descredibilizar o Primeiro-Ministro. Tudo é usado, até a compra de uma casa pela mãe de José Sócrates, anos antes do caso que, alegadamente, como agora se diz, está a ser investigado.


 


No início o processo Casa Pia acreditei piamente que haveria gente com cargos de responsabilidade pública que estariam envolvidos, e sempre esperei que a justiça prevaleceria. O resultado foi coisa nenhuma, as prometidas revelações e os terramotos que se iriam sentir apenas se concretizaram na decapitação política do aparelho do PS.


 


Esta é a realidade.


 


José Sócrates não está acima da lei, tal como não está Mário Crespo, Daniel Oliveira, Marcelo Rebelo de Sousa, a D. Anabela do café da esquina ou seja quem for. Se há indícios que levam a investigar processos pouco claros que se investiguem, o que não é possível é manter por semanas esta pressão em cima de um cidadão, com a sensação de que o que interessa não é chegar à verdade.


 


Neste caso, como noutros, a verdade é o que menos interessa. Isto é luta política, na sua mais baixa versão.


 

8 comentários:

  1. Exsocialista14:35

    "a justiça está a ser usada e instrumentalizada por quem está interessado em descredibilizar o Primeiro-Ministro."

    Provas?
    É precipitado tomá-lo já como culpado mas também como inocente de toda esta história. Agora os culpados são os jornalistas...
    "Isto é luta política, na sua mais baixa versão.
    "
    Provas?
    Parecee-me que anda a fazer juízos precipitados

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  2. mdsol16:24

    Sofia
    Mais uma vez concordo plenamente. Acho que vamos pagar todos muito caro esta incursão violente pelo reino do vale tudo só porque pode ser a única maneira de atingir objectivos políticos que de outro modo pareciam inatingíveis, ou objectivos comerciais que, de outro modo exigiriam muito trabalho. Para mim, é indiferente se se gosta de Sócrates ou não. Uma coisa é gostar dele ou não como governante, outra é achar normal que se diga o que vem à cabeça, se escreva o que bem apetece sem a mínima preocupação de rigor.
    Se cada um fizer o exercício de pensar que isto se pode passa consigo ... e não vale argumentar que as figuras públicas estão sujeitas a .. blá blá blá .. Estão sujeitas sim, mas não pode valer tudo!

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  3. Ernestina16:59

    Basta ver o que aconteceu em 2005, com a conspiração (pouco noticiada) dos “encontros da Aroeira”, que terminou em condenação no tribunal. Miguel Marujo conta como lhe quiseram impingir o caso que o "Independente", em declínio, aproveitou. Peças avulsas "voam" do processo. Quem lhes dá asas?

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  4. Exsocialista18:08

    A pretexto da inocência que não se calem as vozes e não se branque a verdade. Alguém leu bem a carta rogatória?

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  5. Há, na história do Freeport, um pecado original. Um erro de cálculo fatal, irreversível.

    José Sócrates deveria ter sido morto pelo processo Casa Pia. Vejam bem: eliminaram, de uma assentada, Ferro Rodrigues (o líder) e Paulo Pedroso (o delfim do líder), e até tentaram eliminar aquele que a própria cúpula do PS "elegeu" para líder, por umas escassas horas - Jaime Gama.

    Falhou-lhes o pormenor Sócrates. Quando tentaram, já era tarde. Ainda se atravessaram com a sua vida pessoal, mas não pegou. O Freeport é já um caso de desespero, como se percebeu logo com a palhaçada de 2005.

    Procurem as coincidências entre o processo Casa Pia e o caso Freeport... Vão ver que não são tão poucas. Com algumas derivações curiosas.

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    1. Anónimo20:19

      Consta que foram lobbys internos do PS que lançaram boatos sobre Ferro Rodrigues, a quem interessou a sua saída?

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  6. Ouvi Daniel Proença de Carvalho referir (sem nomear) um grupo de comunicação social (com televisão, rádio e revista) que se 'atirou' ao caso - será que a imagem pública deste, até agora, não terá a ver com isso?

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  7. aires bustorff19:23

    é consolador ler este artigo e a generalidade dos comentarios.
    nada a acrescentar...
    só uma abraço a todos

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