Pela primeira vez leio o nome de Jade Goody, uma mulher de 27 anos que está a morrer por uma neoplasia disseminada.
Esta mulher, que só agora conheci, deu muito que falar e que vender pela sua participação num Big Brother em que, pelo que li nos jornais online, a sua forma de falar, a sua falta de conhecimentos gerais e a história de uma infância desgraçada, foi um verdadeiro caso social a explorar pelos media.
Dessa efémera celebridade, que lhe deu fama e dinheiro para lhos tirar pouco tempo depois, com o escândalo causado por atitudes de índole racista que demonstrou no mesmo ou noutro programa semelhante, aprendeu a vender a sua vida, a sua história, a sua pessoa.
Até ao acto final, talvez mais íntimo e secreto que nascer, Jade Goody resolveu vender a sua doença e a sua própria morte, tentando desta forma garantir sustento para os filhos que deixa, ao apetite sem governo de uma sociedade que tudo vende e tudo compra, num espectáculo que já não tem fronteiras.
Se tudo vale, então ela aprendeu bem a lição. De tudo se valerá, até do seu próprio fim.
Não é de esperar que tenha dignidade na morte quem a não teve na vida. Mas, mesmo assim, a política dos abutres ainda me consegue nausear.
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