Esperam-nos eleições europeias. A Europa tem, neste momento, a oportunidade de ser uma União de Facto, principalmente se decidir que, em conjunto, deve enfrentar a crise económica e financeira. As resoluções da cimeira de hoje, em Berlim, dão-nos alguma esperança.
Em Portugal teremos que decidir quem nos deve representar. PS e PSD, com a quebra da promessa de um referendo ao Tratado de Lisboa, não estão em muito boas condições. CDS/PP, BE e PCP sempre tiveram mais um casamento de conveniência com a União Europeia, do que uma verdadeira relação de amor.
Como decidir?
Também acho que uma união de facto é mais transparente do que um casamento de conveniência, sobretudo,por causa do golpe do baú...
ResponderEliminarCara Sofia,
ResponderEliminarhá já muito que não cá vinha. Perca e falha minhas, sem sombra de dúvida.
Em tom de provocação (amigável) deixo-lhe um artigo que "desviei" do blogue «Correio Preto».
Parece-me um bom exemplo de como algo indesmentivelmente importante para o povo de um país interessa muito pouco para aqueles a quem devia interessar em primeiro lugar.
Neste caso fala-se de Sócrates e do PS, no entanto não gostaria que nos centrássemos no acessório, uma vez que esperaria de igual forma este tipo de atitude de qualquer responsável ligado ao PSD.
A questão de fundo é sempre a mesma.
A questão de fundo é que para os políticos profissionais deste país, Portugal e os portugueses interessam muito pouco.
"Indo eu, indo eu, a caminho de Espinho
José Sócrates é um político e governante com prioridades bem definidas. Entre um congresso do PS de onde já sabe que vai sair reeleito como líder do partido e uma cimeira europeia convocada de urgência para afinar a resposta à actual crise, o primeiro-ministro nem hesitou: Espinho, cá vou eu.
Primeiro, secretário-geral, depois, primeiro-ministro. Ou vice-versa, conforme a ocasião e as conveniências. Nem o facto de a reunião europeia durar apenas três horas o fez mudar de ideias ou, pelo menos, ponderar passar por Bruxelas antes de rumar à coroação de Espinho.
Mas, por outro lado, quem o pode censurar por preferir uma boa massagem ao ego em vez de mais conversa de crise?
Tão ou mais curioso do que isso é perceber que, a poucos dias da reunião, ainda não se sabe quem substituirá o primeiro-ministro em Bruxelas. O seu gabinete informou que a tarefa estará a cargo de um dos ministros de estado: Luís Amado ou Teixeira dos Santos.
A Lusa fez uma notícia a explicar que Sócrates seria substituído por Amado, para depois a corrigir, afinal o escolhido seria Teixeira dos Santos. Acontece que o ministro das finanças preside nos dias 1 e 2 de Março a uma reunião com os seus homólogos ibero-americanos, no Porto.
Do seu gabinete dizem que não sabem de nada. Luís Amado acaba de afirmar que Sócrates será representado “pelo ministro das finanças ou por mim próprio. Depois veremos”.
Eu diria que já está tudo visto."
O Povo é que a sabe toda quando diz: "Eles querem é poleiro!"
Cumprimentos.
André Couto
André
EliminarA União Europeia pode ser a resposta para esta enorme crise ou pode afundar-se com ela. Mais uma vez, o assunto Europa é mantido fora das discussões políticas nos partidos e no Parlamento. Tal como João Pinto e Castro escreve, a verdade é que nem nós sabemos o que a Europa pode fazer, nem a Europa mostra que sabe o que há-de fazer - http :/ blogoexisto.blogspot.com /2009/02 onde-esta-o-parlamento-europeu.html