(pintura de Aleta Gudelski: Laundry Day)
Nesta época de crise financeira e económica, antecedida por uma época de lucros desmedidos e inexplicáveis de algumas empresas, de fusões e de despedimentos, deslocalizações e precariedade laboral, o desemprego crescente, a nova pobreza e o descontentamento social mostram à evidência que a globalização deve assentar, tal como hoje foi enfatizou Juan Somavia, Director-geral da OIT, em valores de dignidade humana e de dignidade no trabalho.
São necessárias acções conjuntas a nível internacional, porque a intolerância e a xenofobia já começaram a manifestar-se, arrepiando só o imaginarmos a existência de 50 milhões de desempregados. É uma época em que os oportunismos e as falências fraudulentas vão crescer, em que haverá a tentação do regresso ao trabalho de escravo.
Temos agora que olhar para os outros e para nós, de nos perguntarmos o que podemos fazer do nosso emprego, como é importante dignificarmos o trabalho com esforço e profissionalismo, até porque temos a capacidade de desenvolver uma actividade, de termos uma remuneração mensal e de podermos participar activamente na sociedade, o que está a ser negado a cada vez mais pessoas.
O trabalho é um direito de todos os cidadãos e é um dever que cumprimos para nós próprios e para os outros. Convém que não nos esquecermos desse princípio.
Ter um trabalho e um ordenado ao fim do mês, começa a ser um luxo, neste cantinho à beira mar mal frequentado!
ResponderEliminarE há tantos que o têm e não o dignificam e tantos outros dispostos a dignificá-lo mas que o não têm.
ResponderEliminar:))
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