13 dezembro 2008

Revisão do Orçamento de Estado

O orçamento de estado para 2009 foi aprovado pelo PS apenas a 28 de Novembro. Contra tudo e contra todos, o governo e o seu ministro das Finanças defenderam os números das previsões efectuadas, nomeadamente de um défice de 2,2%.


 


Não se pode dizer que nessa altura não fosse possível prever que, com o governo a injectar dinheiro nos bancos, no sector automóvel, nas pequenas e médias empresas, nos investimentos públicos, nos apoios sociais e no que mais se verá, fosse difícil manter a redução do défice ou a sua manutenção. Tanto mais que a própria EU já tinha sugerido que não haveria problema em pequenos deslizes do défice nos países que necessitassem investir para minimizar a crise.


 


É claro que compreendo a necessidade de o estado investir e nem sequer tenho conhecimentos para me pronunciar a favor ou contra, mesmo que os apoios ao BPP continuem por explicar.


 


O que eu não consigo perceber á a razão pela qual, 15 dias depois da aprovação do orçamento de estão, o mesmo Ministro das Finanças e o mesmo Primeiro-Ministro venham assumir que o défice, afinal, chegará aos 3%.


 


Mas estão a brincar connosco? Que credibilidade esperam mater depois deste tipo de ziguezagues? A isto é que chamo prepotência, arrogância e falta de cultura democrática.


 


Não sei como se fazem as coisas, em termos técnicos e legislativos. Mas em termos políticos aquilo que se conclui é que o governo e a maioria mentiram, sabiam que estavam a mentir e não se importam minimamente com a mentira.

6 comentários:

  1. Carlos Farinha17:45

    Subscrevo por completo o que a Sofia disse

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  2. Carlos Farinha17:52

    Belmiro de Azevedo está contra os apoios do Governo à banca, que considera excessivos quando comparados com o orçamento disponibilizado para apoiar a indústria.

    "Se caíssem dois ou três bancos em Portugal não se notava", frisou o empresário. Acrescentando que, face ao "cartel, muitas vezes escondido", formado pelo sistema bancário, "quanto menos (bancos) melhor".

    "Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona?", questionou o patrão da Sonae, num seminário, no Porto. "Adivinho que as medidas anunciadas (hoje) vão ser fundamentalmente para o sistema financeiro", disse.

    Ontem, o Banco de Portugal dispensou, por três meses, o BPP do cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas, prioritariamente no âmbito da actividade de gestão de patrimónios.
    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1058422

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  3. Carlos Farinha17:58

    Estou a ficar preocupado, investimento público mas com contenção, não percebo a insistência do TGV

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    1. Penso que o TGV te a ver também com compromissos internacionais. Mas não sei.

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  4. Ana Costa20:57

    As medidas anunciadas embora pudessem estar já a ser estudadas só foram anunciadas depois da cimeira de Bruxelas.Quanto a orçamentos rectificativos é dificil de prever quantos teremos até ao fim de 2009

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    1. Mas Teixeira dos Santos e José Sócrates já previam, com toda a certeza, que o défice seria maior que 2,2%.

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