04 dezembro 2008

Mercado parcial

Nos últimos tempos tenho discordado quase a 100% com as posições de Manuel Alegre. Mas hoje partilho da sua indignação quanto ao processo pouco claro e de muito duvidosa inspiração socialista que levou à intervenção do Estado no BPP.


 


Aliás ninguém ainda conseguiu explicar exactamente a razão da premência do apoio. Todas as justificações que vão sendo dadas, uma a seguir à outra quando a primeira se demonstra ridícula, são estapafúrdias, dando a impressão de desculpas de mau pagador.


 


As leis do Mercado, aquela entidade sábia e abstracta que vogava e governava as economias, hoje em dia com a reputação pela lama, também se deveriam aplicar, para além das fábricas de sapatos e de têxteis, aos bancos que fazem a gestão das poupanças de alguns quantos pequenos e médios empresários (tal como Francisco Balsemão).


 


Além de que o risco sistémico e a vergonha nacional por essa Europa fora, resultante da falência de tão importante banco, são desconhecidos da própria Europa, a braços com falências e aflições financeiras bem mais importantes.


 


Pois é, bem fazia falta algum preconceito esquerdista nesta matéria. Mais espantosa ainda é a troca de papéis de alguns actores políticos. Paulo Portas também estava indignado pelo salvamento do BPP.


 


2 comentários:

  1. O comentário não entrou, vou tentar de novo-

    Estou de acordo com a "apessoada" i. é, sensata, posição de MA.
    Já no que diz respeito a outras indignações, o que eu gostava mesmo, era de os ouvir se o caso se passasse na Suiça.

    ResponderEliminar
  2. Ao que nós chegámos !...

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...