26 dezembro 2008

Falta muito

Dei-me a mim própria um intervalo de cidadania para egoistamente me entregar aos rituais da época. Li apenas os títulos dos jornais online e os posts dos blogues habituais. Não me apetecia saber o que se passou no mundo e no país, porque o intervalo foi para mim, não para a vida de todos os dias.


 


Ainda bem que o fiz pois os atentados bombistas não respeitaram tréguas natalícias, a crise financeira global esqueceu-se do Menino Jesus e os nossos governantes, nomeadamente o Primeiro-Ministro, foi bem o exemplo do novo-riquismo consumista e exibicionista das nossas sociedades actuais.


 


Na sua mensagem de Natal congratulou-se com o que ele fez, com o que ele conseguiu, com o que ele projectou. Não houve palavras inspiradoras nem mobilizadoras, não houve reconhecimento de dificuldades, erros ou desvios. Apenas um discurso ritmado e publicitário, pré-eleitoral, sem a grandeza dos líderes que injectam esperança mesmo quando apenas se vêm muros, escolhos e armadilhas.


 


É em tempos difíceis que se deve olhar e ver acima das lutas partidárias, para além do deve e haver das partilhas dos lugares de deputados, das percentagens eleitorais, das maiorias com ou sem poder.


 


O poder serve para servir. Precisamos de governantes que nos inspirem confiança, que nos mostrem que somos capazes do melhor, mesmo nas piores circunstâncias, não de governantes que apenas se vejam a espelhos adulatórios.

5 comentários:

  1. Tem um sorriso que mais parece um código de barras distorcido.

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  2. Patricia17:42

    Além da crise que vamos atravessar e que ninguem parece saber como e quando acaba,ainda tivemos o azar de ela acontecer em periodo eleitoral.Não vai ser só o governo a aproveitar a situação para garantir votos,temo bem que os dirigentes dos partidos da oposição tambem o façam.Não vão abandonar as lutas partidárias justamente quando era preciso que o fizessem.

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    1. Não ponho em causa algumas das políticas deste governo, inclusivamente apoio-as. Mas uma mensagem ao país em circunstâncias de grande apreensão futura pediam uma postura de líder responsável e confiante, impulsionador de energias e vontades, não um auto elogio orgulhoso. É claro que os outros partidos políticos se vão aproveitar, aliás já o estão a fazer. Mas quem deu o mote foi o Primeiro-Ministro.

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  3. Um Santo Natal e Feliz Ano Novo!

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    1. Obrigada, João Moutinho. Que 2009 seja melhor que o que se espera.

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