Quem não tem memória, não tem história
Em 14 de Janeiro de 1975, o PCP convocou uma manifestação em defesa da unicidade sindical. Nesse dia, em comunicado, a Comissão Política do CC do PCP, escrevia:
- «A unicidade sindical foi amplamente discutida pelas massas trabalhadoras. Ninguém de boa fé pode contestar a esmagadora aprovação que lhe foi dada. Esta aprovação e as novas adesões que a todo o momento se vão registando da parte do movimento popular fazem da consagração da unicidade sindical a expressão de uma vontade do povo democraticamente manifestada. A manifestação que hoje tem lugar em Lisboa deve ser olhada corno uma inequívoca afirmação da vontade dos trabalhadores de que a unicidade sindical seja inscrita na lei.»
A manifestação convocada pelo PCP encheu as ruas de Lisboa. Em resposta, a 16 de Janeiro, num comício do PS, Salgado Zenha, não se atemorizou e enfrentou a «rua», afrontando a unicidade sindical, a qual não foi consagrada na lei, como «a vontade do povo democraticamente manifestada» exigia. Naqueles dias, dizer, como Manuel Alegre diz hoje, «não se pode tapar os ouvidos aos protestos» tinha sido fatal para a democracia. E o ontem e o hoje podem não ser muito diferentes. Sejamos claros, se alguém mudou não foi o PCP.
Naaa!...Esta não compro, nem na época pré-natalícia.
ResponderEliminarSerá proibido mudar?
O poeta demorou mas (re)aprendeu. vamos esperar que não se volte a esquecer.
O respeitinho pelo passado de quem lutou é muito bonito, é que de supostos engenheiros tou eu farto
ResponderEliminarO respeito pelo passado de quem lutou não deve impedir uma atitude crítica. Respeito e gosto de Manuel Alegre. Mais uma razão para estar totalmente em desacordo com o cariz populista e superficial que tem vindo a assumir.
EliminarSó porque discorda do não socialista Sócrates é populista e superficia??
ResponderEliminarEngraçado como é possível tomar um Partido de assalto e querer romper com o passado é mais fácil do que criar um de novol.
D. Sofia a senhora não pose acreditar em tudo o que o Sr. Tomas Vasques diz ele já se vai esquecendo da história, se calhar vai ficando sem memória já não se lembra do que aconteceu ao Salgado Zenha ás mãos do partido que ajudou a fundar o que estão de algum tempo para cá a fazer a
ResponderEliminarManuel Alegre.
Apelando á história gostaria de lembrar o episódio vergonhoso do sr. eng. que na quinta feira anterior á eleição para a presidência da republica e tendo conhecimento através das sondagens que haveria uma segunda volta entre Cavaco Silva e Manuel Alegre logo para cumprir ordens de quem lhe paga tratou de aumentar o imposto sobre os combustíveis ás 0, horas da sexta feira anterior ao acto eleitoral que se realizava no domingo, garantindo assim a vitória do candidato que o sr. eng. efectivame4nte apoiava ou seja Cavaco Silva.
^Já agora desminta-me eu tenho memória e não compactuo com traidores sem carácter vendidos aquém melhor lhes paga.
JOJORATAZANA
A memória é de facto uma coisa interessante, só que, com a idade, tende a tornar-se mais saudosista e menos recordada dos factos recentes.
ResponderEliminarO Manel parece querer tirar agora o socialismo na gaveta, onde o Mário o colocou há uns anos (sem a sua oposição), decidiu singularmente apoiar a população de Souselas esquecendo-se (oportunamente) de dizer o que se havia de fazer aos resíduos, é contra os toiros de morte mas adora andar à caça, já não recorda os gastos supérfluos em carrões e redecorações de gabinetes para vice-presidentes da AR, mas acha insustentável os gastos sumptuosos do estado, acha um escândalo as diferenças entre ricos e pobres mas acha que se deveriam rever (para cima) as remunerações dos políticos, enfim...
Deste tipo de coerências estou eu já cheio.
(Ando a pôr as leituras em dia -- daí o atraso...)
ResponderEliminarAcho que a Sofia fez muito bem em relembrar o episódio da unicidade. E em criticar certas posições recentes de Manuel Alegre. Continue na sua linha !