23 novembro 2008

Andar de bicicleta

As alternativas em relação ao transporte individual com o uso de bicicletas é muito interessante, se o andar de bicicleta fizer parte dos hábitos culturais dos povos e das pessoas, o que tem a ver inevitavelmente com a geografia do terreno.


 


É engraçado compararmos, quando viajamos pela Europa, os locais onde se anda de bicicleta, desde muito pequeno a adulto jovem ou velho, o facto de se utilizarem as bicicletas como transporte e até como veículo de encontros amorosos, com as imagens que temos de filmes que se reportam aos anos de 1940 e 1950, por exemplo nos filmes europeus que retratam a II Grande Guerra ou o pós guerra.


 


Os locais em que a bicicleta servia como meio de transporte habitual são os mesmos de hoje, talvez um pouco mais alargados nuns sítios e menos noutros, porque o acesso ao automóvel e a consciencialização ecológica se modificaram.


 


Mas em cidades com grandes desníveis de terreno nunca houve, mesmo quando não existiam carros, uma grande profusão de bicicletas. Talvez em Lisboa, um exemplo flagrante, fosse mais fácil e rentável investir em bons, frequentes e pouco poluentes transportes públicos, como eléctricos de maior velocidade, tróleis e metro.


 


Verdade seja dita isso dentro da cidade de Lisboa já há uma boa oferta de transportes públicos. O problema está na ligação entre as periferias e as grandes cidades. Aí sim faltam investimentos em alternativas credíveis, confortáveis, fáceis de usar, mais rápidas e mais económicas que os automóveis. E na zona da grande Lisboa, por muitos minutos verdes, consciências ecológicas e estilos de vida saudável não serão as bicicletas a resolver o problema.


 


4 comentários:

  1. Eu cresci em Torres Novas, que é vizinha do Entroncamento. Torres Novas está no sopé da Serra D'Aire, tem um Castelo, um rio e colinas. O Entroncamento quase não tem relevo, apresentando já o carácter da planura da lezíria.
    Quando crescia, uma das coisas que mais notava era que no Entroncamento havia muito mais bicicletas que em Torres Novas.

    Mas acho que não fazia mal criar vias para bicicletas em Lisboa, onde essas fosse possíveis e convidativas. Creio que o maior obstáculo é mesmo o condutor médio de Lisboa não estar à espera de ver uma bicicleta ao lado.

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    1. L. Rodrigues, também não vejo mal nenhum em incentivar o uso das bicicletas em áreas convidativas para tal. O que me parece um bocado fundamentalista e pouco prático é a adopção de uma solução única para ambientes, geografias e culturas tão diversas. E tem razão quanto ao condutor médio, e não é só em relação às bicicletas.

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  2. É bom, para os outros não é!?

    Numa qualquer terriola portuga, se alguém for visto numa bicicleta, sem que vá devidamente equipado e sem que a dita cuja não seja de marca conceituada, haverá logo que diga: "olha, fulano não tem dinheiro para abastecer o carro, agora anda de bicicleta!"

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    1. Talvez comecemos a olhar de uma maneira diferente. A crise também serve para mudar (maus) hábitos.

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