Casas das Câmaras a preços controlados, para particulares, que têm a particularidade de ter relações privilegiadas com qualquer dos Presidentes ou vereadores, amigos ou conhecidos - porquê?
Que haja a hipótese de conceder espaços que sejam património das Câmaras para associações desportivas e culturais, organizações várias sem fins lucrativos, que tenham um qualquer papel na vida social e cultural da cidade ou do país, tudo bem, desde que os critérios de atribuição sejam claros e transparentes, desde que haja possibilidade de concursos a esses espaços.
Mas porque é que esse património de apartamentos e casas para alugar não é feito com preços idênticos aos do tal mercado? Ou porque é que essas casas não são leiloadas?
Não há justificações que satisfaçam a não ser a contemplação da total promiscuidade entre o que deveria ser o acautelar dos interesses públicos e os interesses privados, as cunhas, os conhecimentos, os compadrios, enfim, a forma como tudo em Portugal se faz e se troca, um telefonema, um café, umas palmadas nas costas, e que já é tão normal que ninguém se espanta da tranquilidade de certas consciências.
A "normal" promiscuidade ! Para mim é um autêntico escândalo, e dos grandes ! E não dá para perceber como isto se vinha passando na maior das tranquilidades ...
ResponderEliminarSe não se tomarem medidas drásticas, desta vez é que me afasto a sério da política corrente.
Não foi para coisas destas que militei activamente como anti-fascista !
Fica-me sempre uma duvida quando tomo conhecimento destes tipos de situações: que situações ainda não temos conhecimento vão surgir nos jornais?
ResponderEliminarE aquelas que nunca saberemos?
É imoral!
Protecção da juventude e dos novos casais para residirem em Lisboa dizem eles
Nando , só conheceremos o que ainda está por conhecer quando a alguém isso der algum jeito.
ResponderEliminarJosé Carlos, o problema é que, se todos são mais ou menos cúmplices, não há muitos a quem interesse medidas de clarificação, muito menos drásticas.