11 setembro 2008

Presencial ou por correspondência

Manuela Ferreira Leite, depois do seu sepulcral e prolongado silêncio, resolveu opinar a propósito da proposta de alteração da lei eleitoral, segundo a qual os emigrantes deveriam votar presencialmente e não por correspondência, o que eu acho muitíssimo lógico.


 


O único argumento que lhe ouvi justificando a limitação das liberdades e garantias dos emigrantes portugueses, é a redução dos consulados e as grandes distâncias que os eleitores terão que percorrer par exercerem o seu direito.


 


Segundo esta notícia do DN, nas eleições legislativas de 2005 (...) A abstenção nos dois círculos eleitorais da Emigração situou-se nos 76 por cento. Dados do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) apontam para uma abstenção na ordem dos 69,5 por cento na Europa e de 81,7 por cento no círculo Fora da Europa.(...)


 


Será que Manuela Ferreira Leite está mesmo a falar a sério?

2 comentários:

  1. Os votos são como o que dizem das sondagens: "valem o que valem". E valem muito, os votos, pelo menos.
    Gostaria apenas de referir o seguinte, se com votos por correspondência a abstenção foi elevada, nem quero pensar no que acontecerá com voto presencial.
    Mas o fundamental da questão para mim é o seguinte:
    Cabe ao responsáveis pelos organismos da democracia zelar, promover e facilitar o acesso dos cidadãos à vida pública do país, quer em questões de fundo, quer em questões tão prosaicas como, imagine-se, votar. O que não poderá nunca é o Estado ser um elemento dificultador e de encravamento do acesso dos cidadãos a um dos seus mais essenciais direitos (e também dever): O voto.
    Se um cidadão, apenas um, desejar manifestar a sua opinião e, através do voto cumprir a sua obrigação de cidadão não pode o Estado, mas não pode mesmo, servir de obstáculo. Nem com a desculpa que seja um obstáculo facilmente transponível.

    Cumprimentos, Sofia.

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    1. Eu acho que os votos valem mais que as sondagens, muito mais. O que não percebo é esta preocupação, nesta altura, com a possibilidade de acabar com os votos por correspondência para as eleições legislativas quando, pelos vistos, ela já não existe para a eleição presidencial.

      A facilitação da vida dos cidadãos é de louvar. Em todos os aspectos e não só na votação. Por princípio parece-me que o voto presencial assegura melhor a vontade expressa de um indivíduo do que o voto por correspondência.

      Continua a escapar-me o argumento do aumento da abstenção e a oportunidade do assunto.

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