20 setembro 2008

O Estado como tal

Tal como hoje reconhecemos todos, alguns a contragosto, o fracasso do sistema comunista, deveremos reconhecer com a mesma honestidade o fracasso do capitalismo puro e duro, das leis de mercado sem controlo e da lei do lucro pelo lucro.


 


As sociedades precisam de um cimento para que sobrevivam como sociedades e esse cimento é o contributo que todos se obrigam a dar, num esforço comum para que haja coesão e solidariedade sociais.


 


A falência deste modelo está à vista com as intervenções que a administração americana estão a empreender, salvando da falência seguradoras privadas, cujos lucros fabulosos e distribuição de dividendos pelos profetas do mercado não evitaram o colapso e a ameaça de desemprego para milhões de pessoas.


 


O estado tem o dever de intervir para evitar uma enorme desgraça, assim como tem o direito de intervir para impedir as enormes assimetrias, a especulação e a mitologia do poder do dinheiro pelo dinheiro.

3 comentários:

  1. O fracasso é óbvio. A questão está nas alternativas. Precisa-se urgentemente de um novo Marx ou de um novo Keines . Onde estão ?

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  2. Permita-me uma recomendação: nunca fale por todos. Sob pena até de assumir uma posição que condena nos outros - os "representantes dos trabalhadores", por exemplo.
    Desculpe o atrevimento e aceite a minha consideração.
    amp

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    Respostas
    1. Tem razão. O unanimisno não existe e ainda bem. Mas há alguns factos que são quase científicos .

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