José luís Peixoto escreve por dentro das veias nodosas das mãos dos velhos, seguindo as rugas das faces dos velhos, colorindo de cores pardas as batas, os lenços, os fios brancos dos cabelos, alisando as enxadas, os machados, as águas revoltosas e frias, saboreando os pedaços de queijo e pão.
Pedaços da vida sem tempo, excelentes textos de um dos melhores escritores contemporâneos.
Também achei muito bom. Sou fã de José Luís Peixoto. Também tem poesia muito interessante.
ResponderEliminarBeijos
Com a escrita do JLP há sempre a perplexidade perante a dissociação entre o jovem (cronologicamente falando) escritor que sente como um velho (tão repleto de vivências, tão prenhe de vida, tão hábil nas metáforas). Cal é mais um exemplo. E é muito reconfortante saber e sentir que há jovens (nossos) que sonham e fazem o Mundo pular de inquietude.
ResponderEliminarÉ verdade. José Luís Peixoto tem uma idade interior imensa.
Eliminar