Mia Couto é um manipulador da palavra e da língua, que usa e reinventa à medida da sua enorme sensibilidade. Desde os nomes próprios das personagens às situações que vão fluindo, reais ou sonhadas, numa simbologia de afectos e poções, bruxarias e silogismos, burilando um conto dos que ouvimos lido à lareira, ou sussurrado junto à praia.
Não sei se é veneno de Deus ou remédio do Diabo, mas não conseguimos parar de o beber e ele entranha-se na pele.
(Mia Couto - 2008)
Curioso! Este comprei hoje para ler. Pelos vistos fiz uma boa escolha.
ResponderEliminarHá "fulanos" aí que nos dão a beber palavras construídas com sabor do melhor mosto que, como tal, devem ser degustadas demoradamente, preenchendo todos os sentidos. Muito boa escolha!
ResponderEliminarMia Couto ou os livros abensonhados.
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