30 julho 2008

Ler (2)

Mia Couto é um manipulador da palavra e da língua, que usa e reinventa à medida da sua enorme sensibilidade. Desde os nomes próprios das personagens às situações que vão fluindo, reais ou sonhadas, numa simbologia de afectos e poções, bruxarias e silogismos, burilando um conto dos que ouvimos lido à lareira, ou sussurrado junto à praia.


 


Não sei se é veneno de Deus ou remédio do Diabo, mas não conseguimos parar de o beber e ele entranha-se na pele.


 



(Mia Couto - 2008)

3 comentários:

  1. donagata00:56

    Curioso! Este comprei hoje para ler. Pelos vistos fiz uma boa escolha.

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  2. lucilia pinheiro10:53

    Há "fulanos" aí que nos dão a beber palavras construídas com sabor do melhor mosto que, como tal, devem ser degustadas demoradamente, preenchendo todos os sentidos. Muito boa escolha!

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  3. Mia Couto ou os livros abensonhados.

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