A proliferação dos privados na saúde apenas aumentam a liberdade de escolha para quem a pode pagar. Ao deixar de ser universal o SNS retira-se para os mínimos, deixando ao Estado o papel de caridoso protector dos pobres, a quem basta pouco e a quem pouco tem para oferecer.
A história recente demonstrou sem margem para dúvida que os privados são muito mais eficientes do que o Estado a gerir recursos nas mais diversas áreas de actividade, incluindo a Saúde. - (editorial do DN de hoje).
Não sei onde está a demonstração desta eficiência. Nem sei onde está a demonstração do contrário. O que sei é que sistemas de saúde predominantemente privados, tal como o que existe nos EU, não servem as populações, tais como os cheques ensino não melhoram as oportunidades de quem tem menos poder económico, apenas perpetuam as hierarquias sociais, pois uns têm capacidade para chegar aonde outros não podem.
A concorrência com o sector privado é benéfica desde que não se entenda que o Estado é o estado dos pobres. Para quem está sempre a dizer que não há diferenças entre esquerda e direita, aí estão as opiniões de Ferreira Leite e de Passos Coelho sobre o SNS para as perceber.
É um dado adquirido que os ricos sempre geriram melhor do que os Estado os recursos, entre os quais estão os "pobres", que aumentam como se fossem lucros...
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ResponderEliminarNa verdade quem quer saúde tem de pagar
nem que seja com a falta de saúde
Mas ainda bem que eles tornaram públicas aquela opinião. Ao menos, assim, ninguém pode dizer que vai ao engano.
ResponderEliminarDe Ferreira Leite, tão fora-de-moda quanto a "mãe" Teatcher, tudo se pode esperar.
ResponderEliminarDe Passos Coelho, PC para os amigos, também: os PCs têm destas coisas!
Obrigada a todos pelos comentários. De facto, quando o PSD começa a dizer qualquer coisa sobre as suas ideias políticas, percebe-se que há diferenças entre a esquerda e a direita, entre este PS e o PSD.
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