21 abril 2008

de raiz


 


abraçar mesmo o mundo


o mesmo que trepar a um cedro


solto como destino a pulso


à força dos braços por dentro


 


amar a sério o centro o corpo


sério como coração e nervo


se abrirem ao tempo incerto


que passa o tempo entretanto


 


querer viver a vida no entanto


sem vivê-la instante a momento


é declarar morto o que está vivo


 


esperar pela morte como o vento


esperar que tudo passe ao lado


sem vivos nos termos sentido


 


(poema de Joaquim Castro Caldas)

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