abraçar mesmo o mundo
o mesmo que trepar a um cedro
solto como destino a pulso
à força dos braços por dentro
amar a sério o centro o corpo
sério como coração e nervo
se abrirem ao tempo incerto
que passa o tempo entretanto
querer viver a vida no entanto
sem vivê-la instante a momento
é declarar morto o que está vivo
esperar pela morte como o vento
esperar que tudo passe ao lado
sem vivos nos termos sentido
(poema de Joaquim Castro Caldas)
Este já conheço. Também gosto muito.
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