18 março 2008

Públicas virtudes

Onde estará o sentido do que é privado e público? Que interessa aos cidadãos se o governador ressona, tem amantes ou come de boca aberta? Que interessam à cidade de Nova Iorque e ao mundo os pecados da carne do governador?


 


O que nos interessa a nós se a mãe de Sócrates lhe faz mimos e se ele gosta de espelhos estapafúrdios ? Ou que Luís Filipe Menezes engraxa os sapatos?


 


Ninguém se apercebe da absoluta e perigosa voracidade das inutilidades?

8 comentários:


  1. A imbecilidade não tem limites

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  2. ...é verdade Sofia,
    Qual o interesse da vida privada dos políticos, se essa "vida " na intimidade, só a eles diz respeito?

    Sou cristão, e olho a moral como alicerce fundamental para o crescimento e perfil de um indivíduo, no entanto não consigo aceitar os falsos moralistas.

    Boa Páscoa:)

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  3. bom..., porque é que as revistas cor-de-rosa têm tanta saída?...
    nem todos pensam como nós...

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  4. A resposta julgo que é simples: enquanto seria difícil compreender e estudar as politicas de Sócrates, avaliar o Mayor de NY ou perceber a social democracia de LFM, dá-se ao povo: cristãos para os leões. É simples, é mais fácil de compreender. Não requer estudo, é como pizza congelada.

    ("cristãos para os leões" não pretendeu ser ofensivo para com o comentador anterior, que é cristão... era apenas alusivo ao divertimento fácil na Roma antiga)

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  5. O único interesse público para os americanos, Sofia, é que quando o Spitzer foi procurador geral de Nova Iorque, perseguiu tudo e todos, desde os banqueiros de Wall Street até às mais rascas redes de prostituição, com o argumento da ética a toda a prova.

    Depois, já como governador do estado, apresentou uma lei extremamente evera contra a prostituição.

    Agora, não foi apanhdo com uma amante, mas sim com uma prostituta da alta roda, a quem pagou 4.400 dólares por duas horas no hotel.

    A mim, não me incomada nada. Mas, se tivesse a felicidade de ser banqueiro de Wall Street, estava a rebolar-me de riso.

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  6. A imbecilidade começa logo pelos falsos moralismos, veja-se o exemplo do governador de Nova Iorque. Mas tudo isto leva a extremos patéticos e perigosos , pois as pessoas são julgadas por actos que não têm nada a ver com o serviço público ou com as suas responsabilidades políticas.

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  7. Cada vez mais, o sol se anda pôr onde não deve, qualquer dia tem um flop do tamanho de um eclipse total.

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  8. impaciente12:49

    É a "súciadade" que temos...

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