O vídeo que tem passado no YouTube e que já foi retirado, mostra uma situação absolutamente inqualificável. Desde a agressão da aluna à professora, à assistência alarve do resto dos colegas, aos risos, à filmagem da cena, tudo é deprimente e chocante.
Mas mais extraordinário é que ainda há pessoas que conseguem ver neste vídeo (...) uma aluna mal educada. Uma adolescente incrivelmente insolente (...) a professora (...) sem preparação para cumprir as suas funções. (...) É por não estar à altura das suas funções (...) O que temos aqui é um caso exemplar de falta de vocação. (...).
E consegue, a propósito do vídeo, dizer ainda esta frase lapidar: A falta de respeito pelos professores começa nos pais e acaba na ministra.
Ou seja, para Daniel de Oliveira o comportamento destes adolescentes insolentes, que estão a testar a autoridade, é perfeitamente compreensível, pois estão frente a uma professora que não serve.
Pois eu acho que tipo de desculpabilização do que não é desculpável é um dos grandes responsáveis do incrível egocentrismo, crueldade e desumanidade de muitas das nossas crianças e adolescentes.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
20 março 2008
Escolas
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Skoda - o carro musical
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...
Assisti com profundo desgosto ao vídeo em que uma aluna desrespeita uma professora, por causa de um telemóvel. A falta de respeito a um professor, é para mim sintomático dos tempos que correm, mas não estranhei que isto esteja a acontecer nas nossas escolas. Os pais desinteressaram-se da educação dos seus filhos, e hoje em dia tratam-nos com pequenos príncipes contribuindo para este tipo de situações.
ResponderEliminarMas os professores, não se podem colocar de fora, deste ambiente de falta de respeito.
Quando num programa de televisão insultam, em directo, a sua superior hierárquica chamando-a de mentirosa, que respeito podem esperar dos seus alunos?
Quando se comportam, sem o mínimo de civismo à porta de sedes de partidos políticos, insultando um 1º Ministro, seja este ou outro qualquer, que respeito podem esperar dos seus alunos?
Quando convocam contra-manifestações de carácter intimidatório, tendo em vista limitar o direito à livre reunião de militantes de um partido, que respeito podem esperar dos seus alunos?
Quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado."
Lá diz o povo na sua imensa sabedoria, QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES. O Ministério Público, deve rapidamente tomar conta da ocorrência.
Ninguém está isento de responsabilidades e os professores também não. Mas isso não pode ser razão para desculpar adolescentes que se comportam desta forma. Ou pais, pois pelo que ouvi na televisão a mães desta adolescente ameaçou agredir a Presidente do Conselho Directivo da escola.
EliminarLamento a sua citação aos saltinhos, que retira tudo do seu contexto. Não acho o comportamento da aluna compreensível. Mas acho que é preciso ter pessoas preparadas para lidar com adolescentes como estes. Os professores são profissionais. Os adolescentes são adolescentes. Uns excelentes, outros nem por isso, outros péssimos.
ResponderEliminarDaniel Oliveira,
Eliminaré verdade que retirei algumas das suas frases do texto, mas não me parece que o contexto mude a minha apreciação. Aliás o link está feito num convite a ler a totalidade do post . Continuo a não perceber como é possível concluir que a professora não tem vocação para o ser, pelo que se vê no vídeo. Parece-me, tal como diz um dos seus comentadores, uma avaliação muito menos rigorosa e arbitrária do que aquela que a ministra preconiza, contra a qual o Daniel já se manifestou.
Situações idênticas à que se mostra no vídeo, infelizmente menos pontual do que gostaríamos, deve fazer-nos pensar na forma como a sociedade está a evoluir e repensar modelos de educação e relacionamento entre as pessoas, de valores e de organização social que julgámos adequados.
Já agora também gostaria de saber qual a solução para aquela professora que, na sua perspectiva , não tem vocação - despede-se? Dá-se-lhe um atestado médico ou reforma-se por incapacidade? Qual a formação adequada para que a professora venha a adquirir vocação?
"No principio era o verbo"..
ResponderEliminarSabe, meu caro Daniel e Digníssima Sofia?
O problema reside desde o berço.
Os pais por razões várias, não podem ou não sabem educar os filhos na razão da disciplina inteligente "do respeito" pela autoridade,( pais,professores, pessoas "mais velhas" mesmo que pontualmente essa autoridade não tenha a razão completa.
Os pais têm que ser o elo" de ligação ao professor, nunca menosprezando o valor e autoridade" dos mesmos, na presença dos filhos( alunos). Quando não estiverem de acordo com o professor , ´so têm de ir falar com o professor.
"No principio era o "verbo" a palavra e o verbo neste caso deve começar nos pais, eu tu ele, todos nós!
Os pais são o elo mais importante nesta cadeia. A filosofia de que as crianças não devem ser contrariadas e que são imaturas colide de imediato com a quantidade de coisas a que têm acesso, que passam a ser indispensáveis ao seu universo, muitas das quais não têm maturidade para usufruir e usar.
EliminarÉ fantástico como há tantos comentadores ad-hoc que falam 'de cima', como se todos os temas fossem óbvios, logo, passíveis de serem alvo de qualquer bitaite!
ResponderEliminarHá muita gente que tem de aprender a falar...
Tem razão, Escrevinhadora.
Eliminar"escrevinhadora, não leve a mal os comentários, afinal
Eliminaré na multidão dos bitaites " mais ou menos abalizados que a democracia se constrói, mesmo que sejam ad hoc " mas que haja ideias opinativas.´e assim respeitosamente haja variedade de pensamentos.
Pascoa feliz:)
ResponderEliminarOra aqui está uma proposta de selecção pelo menos insólita; vamos então ter que preparar vários tipos de professores para lidar com os adolescentes excelentes, com os péssimos e, principalmente, com os nem por isso.
Sinceramente, só acreditaria na eficácia da medida, se esta pudesse ser “retroagida” ao tempo dos professores dos pais destes adolescentes que, entretanto, vão ser os pais dos futuros adolescentes, e por aí fora…
Por um lado, não se pode desculpabilizar nem a aluna nem os pais, que são os principais responsáveis de situações como esta.
ResponderEliminarPor outro lado, o comentador Carlos Alberto pôs o dedo nas feridas todas.
A educação começa e acaba em casa. Os pais são, obviamente, a peça fulcral: se os jovens são "pequenos príncipes", como aqui se disse, eles vão tentar depois estender o seu reino à escola. Os professores não estão preparados para este tipo de violência, nem têm que estar (qual é a preparação preconizada? levar "tasers" para as aulas?), a não ser na mentalização de que para cada acção tem de haver consequência, ou seja, castigo.
ResponderEliminarNo meu tempo (e não foi assim há tanto tempo, pouco mais de uma década), um caso destes acontecia de 5 em 5 anos, e acabaria no mínimo na suspensão do aluno, provavelmente na sua transferência para outra escola. Não sei se era uma pena adequada, só sei que tem de haver uma pena. Se o aluno agride, nem que seja verbalmente, o professor, este tem que o poder (e querer) punir - e os pais deviam ser os primeiros a estar de acordo; afinal, no meu tempo, se eu fizesse uma asneira em casa já sabia que ia ter um castigo, pelo que era natural que esperasse o mesmo na escola. Agora, parece que os castigos em casa estão proibidos, sabe-se lá por que leniente doutrina de educação...
È incrivel mas, desta vez estou a dár toda a razão à Sofia.
ResponderEliminarQuando os meus filhos em casa fazem queixinhas dos prof's, eu pergunto de imediato.
E o que é que TU fizeste PRIMEIRO?
Raramente lhes dou razão.
Depois se for caso disso ligo à DT. para saber o que se passou mas, sem eles saberm.
Tento sempre não desautorizar os Prof?s.
Só que muitos paizinhos pensam que, os filhos e só os filhos dos outros é que são os maus da fita, alem dos professores nunca serem competentes.
Os vários governos têm vindo a denegrir a imagem dos porof's e depois dá nisto. Só com imagens que a Ministra e não só criticaram.
"Olhos que não vêm coração que não sente" e se não é visto é porque é mentira.