O direito à indignação é um direito individual e colectivo, consagrado nas sociedades democráticas, que celebra a liberdade de expressão de pensamento.
Nesse sentido reconheço o direito à indignação de todas as pessoas que discordem deste governo, ou doutros, de se manifestarem, gritarem palavras de ordem, pedirem demissões e mudanças de políticas, ameaçarem com novas formas de luta, etc.
Todos os responsáveis políticos sabem que devem enfrentar com verdadeiro espírito democrático todos estes confrontos, pois o controlo da acção governativa, efectuado pelo Presidente, pelo Parlamento, pelos jornais, pelas televisões, pelas rádios, pelos Sindicatos e pelas associações de cidadãos, ou por cidadãos individuais é essencial à sobrevivência da democracia.
Mas o direito à indignação não acaba quando se é detentor de um qualquer cargo de responsabilidade no governo. E o facto de quem é ministro, ou de quem se manifesta e defende as políticas de um governo democraticamente eleito, ter que ouvir com sorrisos rasgados insultos, assobios, vaias e gritos de vai-te embora, de cada vez que assoma à rua, não me parece que seja um exercício de democracia, mas sim um exercício de má educação e falta de civismo, manobras de arruaceiros e de agitadores profissionais.
Foi descabido o puxar dos galões de combatente pela liberdade feito por Augusto Santos Silva, pois a liberdade constrói-se todos os dias. Mas se a um qualquer desses manifestantes lhe fizessem o mesmo, ou lhe chamassem grande puta, como alguns se gabam de já o ter feito à ministra da educação, não teriam o direito de se sentir indignados? Ou será que vem com o cargo - perder o direito a indignar-se?
Nesse sentido reconheço o direito à indignação de todas as pessoas que discordem deste governo, ou doutros, de se manifestarem, gritarem palavras de ordem, pedirem demissões e mudanças de políticas, ameaçarem com novas formas de luta, etc.
Todos os responsáveis políticos sabem que devem enfrentar com verdadeiro espírito democrático todos estes confrontos, pois o controlo da acção governativa, efectuado pelo Presidente, pelo Parlamento, pelos jornais, pelas televisões, pelas rádios, pelos Sindicatos e pelas associações de cidadãos, ou por cidadãos individuais é essencial à sobrevivência da democracia.
Mas o direito à indignação não acaba quando se é detentor de um qualquer cargo de responsabilidade no governo. E o facto de quem é ministro, ou de quem se manifesta e defende as políticas de um governo democraticamente eleito, ter que ouvir com sorrisos rasgados insultos, assobios, vaias e gritos de vai-te embora, de cada vez que assoma à rua, não me parece que seja um exercício de democracia, mas sim um exercício de má educação e falta de civismo, manobras de arruaceiros e de agitadores profissionais.
Foi descabido o puxar dos galões de combatente pela liberdade feito por Augusto Santos Silva, pois a liberdade constrói-se todos os dias. Mas se a um qualquer desses manifestantes lhe fizessem o mesmo, ou lhe chamassem grande puta, como alguns se gabam de já o ter feito à ministra da educação, não teriam o direito de se sentir indignados? Ou será que vem com o cargo - perder o direito a indignar-se?
Julgo que teve todo o direito de se indignar, mas é muito diferente de faltar ao respeito de pessoas que não estavam envolvidos naquele incidente (nem sequer podem responder por se encontrar falecido). Julgo que deveria ter pedido desculpas pelas suas palavras. Uma pessoa quando erra, e neste caso Augusto Santos Silva errou, deverá ter a coragem de assumir esse erro e pedir desculpa a quem se sentiu ofendido.
ResponderEliminarPela primeira vez concordo parcialmente consigo. Augusto Santos Silva não devia ter puxado pelos galões da luta pela liberdade.
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