Não há dúvidas sobre a dimensão da marcha da indignação.
Foi verdadeiramente uma manifestação da classe média contra o governo, o desemprego, a redução do poder de compra e a crise que nunca mais acaba, a reboque do protesto de uma corporação que não quer mudar o que é obrigatório que mude.
Quando o governo tomou posse todos avisaram que viriam aí inúmeros e enormes sacrifícios para os portugueses, que estes anos teriam que ser os anos das verdadeiras reformas, doesse a quem doesse, pois o país estava adiado há muitos anos.
Depois foi-se desagregando a oposição política, à esquerda e à direita, pela ausência de alternativas credíveis às odiadas e duras políticas governamentais. Cresceram os protestos dos vários grupos profissionais, principalmente daqueles que se mantém inamovíveis há mais tempo.
A ausência de alternativa político-partidária fez agruparem-se interesses de vários tipos, nomeadamente económicos, protagonizados e ampliados por alguns órgãos de informação, como o Público. Sócrates e o seu estilo secam o debate dentro do PS e o mal-estar instala-se, aproximando-se as eleições e começando a grassar o medo, dentro do aparelho, de uma derrota nas urnas.
Sócrates colocou-se num beco sem saída ao demitir Correia de Campos. Repentinamente, aquele que se autoproclamava o reformador, contra os interesses que identificou no seu discurso de posse, caiu pela base. A política de saúde antes existia agora está em ponto morto.
Se Sócrates demitir a Ministra o governo acabou como tal, pois frustra-se e desautoriza-se a si próprio. Para além disso, daqui para a frente não haverá ninguém com alguma vontade política para actuar que aeite assumir pastas como esta.
Se Sócrates não demite a Ministra, vai ter que aguentar a multiplicação e a ampliação dos descontentamentos vários, com as várias caixas de ressonância de todos os partidos políticos, que aproveitam estas ondas pois eles próprios não têm qualquer capacidade para gerar alternativas, por um longo período já em fase de campanha.
Este governo foi eleito por uma maioria absoluta, para cumprir um programa de 4 anos, para mudar, reformar, inverter o sentimento de inevitabilidade da mediocridade. Espero que cumpra esse mandato.
Foi verdadeiramente uma manifestação da classe média contra o governo, o desemprego, a redução do poder de compra e a crise que nunca mais acaba, a reboque do protesto de uma corporação que não quer mudar o que é obrigatório que mude.
Quando o governo tomou posse todos avisaram que viriam aí inúmeros e enormes sacrifícios para os portugueses, que estes anos teriam que ser os anos das verdadeiras reformas, doesse a quem doesse, pois o país estava adiado há muitos anos.
Depois foi-se desagregando a oposição política, à esquerda e à direita, pela ausência de alternativas credíveis às odiadas e duras políticas governamentais. Cresceram os protestos dos vários grupos profissionais, principalmente daqueles que se mantém inamovíveis há mais tempo.
A ausência de alternativa político-partidária fez agruparem-se interesses de vários tipos, nomeadamente económicos, protagonizados e ampliados por alguns órgãos de informação, como o Público. Sócrates e o seu estilo secam o debate dentro do PS e o mal-estar instala-se, aproximando-se as eleições e começando a grassar o medo, dentro do aparelho, de uma derrota nas urnas.
Sócrates colocou-se num beco sem saída ao demitir Correia de Campos. Repentinamente, aquele que se autoproclamava o reformador, contra os interesses que identificou no seu discurso de posse, caiu pela base. A política de saúde antes existia agora está em ponto morto.
Se Sócrates demitir a Ministra o governo acabou como tal, pois frustra-se e desautoriza-se a si próprio. Para além disso, daqui para a frente não haverá ninguém com alguma vontade política para actuar que aeite assumir pastas como esta.
Se Sócrates não demite a Ministra, vai ter que aguentar a multiplicação e a ampliação dos descontentamentos vários, com as várias caixas de ressonância de todos os partidos políticos, que aproveitam estas ondas pois eles próprios não têm qualquer capacidade para gerar alternativas, por um longo período já em fase de campanha.
Este governo foi eleito por uma maioria absoluta, para cumprir um programa de 4 anos, para mudar, reformar, inverter o sentimento de inevitabilidade da mediocridade. Espero que cumpra esse mandato.
E eu também espero. Não votei no Sócrates, mas votou a maioria. Que eu saiba, ninguém votou nos professores.
ResponderEliminarO país estagia para a violência criativa. Em Portugal ainda podemos ver agredidos inconscientes em linhas de comboio ou amarrados no mato de rosto barrado em mel, vítimas nuas atadas em par com um spray e um isqueiro à disposição, explosões em bombas de gasolina para desviar atenções de assaltos, sequestrados em câmaras de gás munidos de arma de fogo, sacos de armas brancas largados junto a escolas, discotecas e bairros sociais... Tortura da água com óleo de bateria de carros, excisão de órgãos genitais a transeuntes, vísceras domésticas largadas diante de cafés, atropelamento múltiplo e fuga intencional em zonas não vigiadas, prostitutas empaladas, água inquinada distribuída a vagabundos, seringas com sangue contaminado abandonadas em escolas básicas e cinemas, jovens estrangulados com gravatas de arame farpado, obesos marcados como gado, gangues em jogos de basebol com vítimas ainda vivas... Calma!
ResponderEliminarNão há tempo a perder sem mecanismos de defesa, o crime é cada vez mais sofisticado. A ver vamos encontrar corpos estatelados de quedas elevadas, tiros intencionais na coluna vertebral, estropiados abandonados no mato, cães degolados ao vivo em creches, drive-by junto a colégios, membros humanos incapacitados por tiros de shotgun, cabeças de gato largadas em transportes públicos, taxistas manetas por machadada, cemitérios em chamas, suásticas gravadas em igrejas, padres coroados com arame farpado, médicos tornados cegos e obrigados a beber soda cáustica. Ainda há muito racismo em Portugal, cada carapinha é um alvo, cada cabeça rapada tem uma goela a mais... Calma!
O país anda adormecido... Cada incêndio é uma oportunidade de despojo de cadáveres, basta desfazer a dentadura com uma barra ou bastão, e deixar soda cáustica fazer o resto. Um corpo calcinado deixa pouco para identificação no caso de ilegais, principalmente se estiver numa poça de lixívia com tripas de animais. Há também o caso de deixar o corpo de pés atados, grupos de corpos resultantes de operações distintas, ossadas roubadas, animais ou objectos estranhos dissimuladores sugestivos de hábitos, golpes pos-mortem tudo para confundir a judiciária, ou sacos de combustível junto a arbustos para confundir os bombeiros. Vamos ter calma com a criminalidade criativa em Portugal.
Carros em vez de armas... Quantos querem testar a suspensão cilindrando um corpo humano? A imagem de um veículo que não travou a tempo e esmaga as costelas perfurando os pulmões de um peão em convulsão, desdentado, de rosto rasgado tossindo sangue, enquanto o filho chora e outros assistem ao vivo a uma morte muda e certa sem meios de socorro, com o condutor em fuga, fica na memória. Portugal apela à calma nas estradas...
Viaturas roubadas com armas de fogo sem execução de ocupantes ganha tradição... Ainda podemos ver condutores agredidos com barras de ferro ou coronhadas e cilindrados pela própria viatura, ou fechados na mala para serem largados de uma ponte, ou ainda amordaçados, atados e amarrados a passageiros ou pneus banhados em combustível em chamas com uma poça de material inflamável à vista ou obrigados a rolar até uma ravina ou fosso de excrementos, ou simplesmente amarrados no interior de uma viatura em chamas... Vamos ponderar a real situação do país, Portugal precisa!
Token, deve ter-se enganado no post e no blogue. Nãoo percebo o que quer dizer e acho essa linguagem delirante, violenta e despropositada.
ResponderEliminarEu sou professor de EVT do 2º Ciclo
ResponderEliminarNão fui à manifestação porque acho que esta manifestação serve bem as vontades politicas da oposição. Eu não quero ser fantoche de ninguém por isso não fui. Acho que a escola tem que mudar. A escola pública tem que servir melhor, mas acho que as reformas até agora fizeram muito pouco. Era necessário a mudança curricular, era necessário medidas para uma melhor prestação dos alunos no ensino básico, era necessário criar equipas multiprofissionais nas escolas para combater os problemas de aprendizagem, era necessário um trabalho de equipa entre pais, professores e técnicos sociais para acabar com o abandono, era necessário haver nas escolas gabinetes de trabalho para os professores tivessem condições de trabalhar as 40 horas semanais dentro da escola, era necessário avaliar as escolas com mais objectividade e coerência e com esses instrumentos de trabalho avaliar os professores para que não haja desculpas. Como estava a avaliação não servia, com esta lei vai ficar tudo quase na mesma (tirando as faltas dos professores).
Tiago Carvalho, tem razão no que diz, há muitíssimas mais coisas a fazer para melhorar a escola pública. Só que este governo tem tentado mexer no que está parado há muito tempo. Espero que continue. Quanto à avaliação do desempenho, não há nenhuma que seja perfeita, mas antes de experimentar também não se pode melhorar.
ResponderEliminarEu também espero. Votei Sócrates e não em Mário Nogueira!
ResponderEliminarPrá frente com as reformas. Os professores não são mais do que os outros! (ganham é substancialmente mais!)
Sofia não se pode começar uma casa pelo telhado, primeiro a avaliação e depois o resto, devemos dar ferramentas para as pessoas conseguirem melhorar. E um lider deve saber lidar com os seus, a Ministra não está a conseguir. Tenho algum medo que não faça o essencial e que fique melindrada com a manifestação nestas vesperas da mudança curricular para o 2º ciclo. Eu não votei PS.
ResponderEliminarLeio..."Sócrates colocou-se num beco sem saída ao demitir Correia de Campos".
ResponderEliminarSócrates referiu várias vezes que o Prof. Correia de Campos lhe napresentou uma carta de demissão".
Pergunto:
1- A Dra. Sofia Loureiro dos Santos, sabe algo mais ou deixou-se "vitimizar" pela tal comunicação social "baptizada" de referencia?
2- O Eng. José Sócrates mentiu?
3- O Prof. Correia de Campos assistiu à mentira e nada diz?
Peço-lhe desculpa mas não percebo.
Tiago Carvalho, avançar já com a avaliação não é começar a casa pelo telhado. Quanto aos melindres, os ministros podem ofender-se e indignar-se, como todos nós, mas o trabalho tem que estar além de tudo isso.
ResponderEliminarSr. Anónimo das 4:07 PM:
ResponderEliminarDe facto Sócrates referiu que tinha sido o Ministro a pedir a demissão. Pode ser verdade ou não mas isso não me parece relevante para a análise da situação. A demissão de Correia de Campos, tenha ou não sido pedida por ele, deu um sinal aos descontentes de que valia a pena usar a mesma táctica com a Ministra da Educação, o outro membro mais incómodo e com medidas mais reformistas do governo.
Quintanilha,
ResponderEliminarEu votei em Sócrates e espero que a Ministra continue. Mas não acho que os professores ganhem bem. Um bom professor deve ganhar bem. É uma profissão de grande desgaste e de muita responsabilidade.
Mal vai um país que ofende, denigre e humilha os seus professores.
ResponderEliminarGanham mais que um jardineiro, sim... mas já vem aí o comunismo? e parece-me que um doutorado, mestrado ou licenciado não deve receber em função das suas capacidades?
E se na Educação não se mexe há 30 anos, fui eu o culpado? não estiveram no poder Mário Soares, Balsemão, Cavaco, Guterres, Barroso, Santana e todo o Centrão " se hoje se perpetua no poder?
Comentário enviado por vitorpt
Tentar que melhore a exigência e a aprendizagem, pelo mérito e pela avaliação do desempenho, não é denegrir os professores. A culpa é de todos os que lá estiveram e não mudaram nada, e dos que agora nada querem mudar.
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