A proibição do uso do véu islâmico nas Universidades não me parece uma medida que acautele a laicidade do estado. A forma de vestir dos cidadãos é do foro da esfera privada. Se quisermos proibir a uso do véu, poderemos imaginar vários motivos para a proibição do uso de calções, piercings, cabelos rapados, cucifixos, etc.
Nesse sentido a decisão do parlamento turco não impede a separação entre a religião e o estado. A argumentação de que é um símbolo de submissão da mulher ao homem e da desigualdade entre géneros não pode ser invocada, pois admite-se que o uso desses símbolos é feito por livre decisão dos próprios.
Já a possibilidade de que a Charia (ou Sharia) seja admitida nas comunidades islâmicas dos países europeus, laicos, com uma lei que deve ser aplicada a todos os cidadãos que lá vivem é, quanto a mim, uma hipótese perigosa e disparatada.
A inserção das várias comunidades nos países de acolhimento deve ser feita na aceitação das regras culturais e da legislação desses países. Não se podem criar países dentro de países, que vivem de forma autónoma com as suas próprias leis, que contrariam a essência dos valores das comunidades onde os imigrantes se querem integrar. O respeito pela cultura de quem vem não pode por em causa os valores e a cultura de quem está. Esse tipo de multiculturalismo é a melhor maneira de promover e eternizar a segregação e a marginalização das comunidades imigrantes.
Na sociedade ocidental a separação entre a Igreja, qualquer que ela seja, e o Estado, é uma conquista de bem-estar e de liberdade que não deve ser posta em causa, mesmo com as melhores intenções de integracionismo e respeito pelas diferenças.
Nesse sentido a decisão do parlamento turco não impede a separação entre a religião e o estado. A argumentação de que é um símbolo de submissão da mulher ao homem e da desigualdade entre géneros não pode ser invocada, pois admite-se que o uso desses símbolos é feito por livre decisão dos próprios.
Já a possibilidade de que a Charia (ou Sharia) seja admitida nas comunidades islâmicas dos países europeus, laicos, com uma lei que deve ser aplicada a todos os cidadãos que lá vivem é, quanto a mim, uma hipótese perigosa e disparatada.
A inserção das várias comunidades nos países de acolhimento deve ser feita na aceitação das regras culturais e da legislação desses países. Não se podem criar países dentro de países, que vivem de forma autónoma com as suas próprias leis, que contrariam a essência dos valores das comunidades onde os imigrantes se querem integrar. O respeito pela cultura de quem vem não pode por em causa os valores e a cultura de quem está. Esse tipo de multiculturalismo é a melhor maneira de promover e eternizar a segregação e a marginalização das comunidades imigrantes.
Na sociedade ocidental a separação entre a Igreja, qualquer que ela seja, e o Estado, é uma conquista de bem-estar e de liberdade que não deve ser posta em causa, mesmo com as melhores intenções de integracionismo e respeito pelas diferenças.
Estou de acordo.
ResponderEliminarÉ um dado adquirido que a Turquia está a reverter o legado de Kemal Atatürk relativamente à secularização do Estado.
ResponderEliminarÉ uma realidade que dificilmente será contrariada com (?) ou sem adesão à UE.
Curiosamente, ou talvez não, no Ocidente estão também a surgir sinais subtis de imitação.