O caso do desaparecimento de Madeleine McCann, por muito que queira manter-me afastado dele, teima em permanecer como um ruído ensurdecedor de imagens conflituais, emoções escondidas e náusea.Náusea pelo circo montado à volta do rapto ou morte da criança, dos pais, do peluche, dos amigos, das polícias, dos jornais, das televisões, do site, dos balões, das flores, das fitas amarelas, das orações, do Vaticano, das entrevistas, dos cães, do cheiro a morte, do sangue no carro, dos laboratórios forenses, dos opinantes advogados, dos comentadores psicólogos, dos peritos médicos, dos populares que apoiam e apalpam e choram e gritam, dos populares que apupam e vaiam e insultam e gritam.
Não sei o que se passou, mas a hipocrisia de tudo e de todos é chocante, assim como ver as feras a espreitarem as presas e a afiar as garras antes de as abocanharem.
Desde a primeira hora que desliguei do caso. Chegam sempre ecos, é certo, mas mudo logo de canal.
ResponderEliminarJulgo que todos tentamos manter a distância necessária de caso.
ResponderEliminarMas, o vasto conjunto de intervenientes e as suas acções, considero, já não o permitem.
Estão em causa valores, sentimentos, crenças e uma parte do nosso comportamento colectivo.
Continuam a existir mais perguntas e quase nenhuma resposta mas, e sem querer realizar qualquer processo de intenção ou acusação, desde o primeiro minuto que a história de rapto me parece muito mal contada.
Se esta se revelar a verdadeira ainda bem pois há uma possibilidade da criança estar viva e da crença social se manter...
Outra verdade, será um incrivel golpe nos valores da humanidade.
Espero, sinceramente, estar errado.
Sobre as polícias, o risco de ser transmitida uma mensagem de um Algarve selvagem e perigoso pode ter um efeito considerável no turismo algarvio pelo que, a pressão sobre a nossa investigação tem um âmbito muito vasto e pouco inocente.
Idem aspas. O problema, é que, por mais que tentemos mudar de canal, eles estão sempre lá. Será que já não existem mais notícias em Portugal? Somos tão enfadonhos?
ResponderEliminarE quando não podiam (pelo menos do ponto de vista ético), fugiram! O circo da "morte" continua agora nos tablóides ingleses.
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