Na caixa uma empregada com facies de ave, com cabelos de um louro totalmente suspeito, com pálpebras meio descidas e ombros descaídos, vai passando as diversas mercearias com pouca diligência, mas carregando no pedal que faz andar o tapete das compras com grande velocidade.
Com os sacos de plástico a fecharem-se teimosamente e a fugirem do controle das mãos, ocupadas a abrir as bocas moles dos sacos, a agarrar produtos escorregadios e a tentar ser rápida, não me aguento mais e resmungo, de forma bastante audível, que assim é muito mais difícil!
A única manifestação, o único sinal, de que algo zumbe ao seu ouvido é a paragem instantânea do rolar do tapete, o que faz com que algumas garrafas de coca-cola, em equilíbrio instável, caiam com estrondo, arrastando o harpic sanitas. Já quase no fim do martírio pergunto, com péssimos modos, se não faz parte das funções da empregada da caixa ajudar os clientes a ensacar as compras.
Com a diligência de um caracol e com a expressão de uma múmia, não levantando nem mais um milímetro das pálpebras, ela responde: Só para as entregas.
Só há uma solução, Sofia: ir a outro lado, que na área da sua residência não devem escassear as superfícies comerciais. É o que eu faço quando não gosto. "Marco"
ResponderEliminartudo: restaurantes, cafés, tascas, lojas, hiper, super, repartições de finanças, etc.
Tem razão, Lino, mas a dimensão dos hipermercados oprime-me e, ao domingo, não há pequenos mercados na esquina. Tenho que mudar os horários.
ResponderEliminarE ainda há quem me considere anormal por detestar hipermercados...
ResponderEliminarObrigado pela companhia, Sofia!