25 agosto 2007

Literatura e homossexualidade

O Público de ontem, no Ypsilon, falou da literatura gay.

Não entendo muito bem a que se chama literatura gay, se é literatura sobre ou com personagens homossexuais, ou se é aquela que é escrita por homossexuais.

Tal como penso que não há uma literatura feminina, porque a literatura não tem género, também penso que não há literatura homossexual, porque a literatura não tem orientação sexual.

A vivência de um escritor, desde o seu género, ao seu ambiente familiar, às doenças que tem, à cor dos olhos, da pele e do cabelo, à sua estatura, à forma como se relaciona com ele e com o mundo, os amores e desamores, a situação económica, a forma como escolhe as viagens que faz, se as faz, a comida de que gosta, o tipo de roupa que veste, as horas que dorme e sim, a sua orientação sexual, são importantes na forma como ele entende a vida e, principalmente como a transmite e a sonha, como usa a imaginação, como se expande ou se reduz no que escreve.

Escrever sobre sexo, de todos os tipos, pode ser e é feito por escritores com todo o tipo de orientações sexuais, activos ou reformados, tímidos ou exibicionistas.

A literatura, ela própria, é inesquecível ou indigente, delicada ou crua, que prende ou martiriza, enfim, boa ou má.

1 comentário:

  1. Cristina Loureiro dos Santos19:48

    Completamente de acordo, tal como a música ou a pintura, a literatura para mim é boa ou má.
    Gostei muito do post.

    Beijinhos :))

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...