25 agosto 2007

Em paz

Infinitas partículas de ar, junto ao rio, nesta deliciosa Lisboa melancólica de fim de Verão.

Absurdamente em paz com a vida, distende o cansaço e a tensão, enche bem os olhos de transeuntes, de pés calçados de sandálias, de montras de lojas com infinitas coisas lindas, com linhas harmoniosas, sugestivas de uma obrigatoriedade de consumo, de objectos perfeitos e inúteis, apenas indispensáveis à necessidade de beleza.

Esta é uma liberdade secreta e sagrada, horas de silêncio e absolvição.

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