Segundo o site da meteorologia, hoje prevê-se chuva em Lisboa e uma temperatura máxima de 25ºC.Para além do número de eleitores a mais, fantasmas, inscritos nos cadernos eleitorais de Lisboa, como, aliás, do resto do país, o que aumenta artificialmente a abstenção, tenho curiosidade em ouvir as justificações para não se votar.
Há já várias explicações, segundo os vários comentadores, que vão desde o sol, a praia, as férias, a falta de assunto para se discutir, a fraca campanha, a tristeza dos candidatos, enfim, há para todos os gostos.
Mas também há apelos que, por si só, são já uma explicação engenhosa da provável elevadíssima abstenção – a desobediência civil.
De facto é uma forma de luta teoricamente interessante, não se sabe bem é com que objectivo. Se as pessoas utilizassem essa arma para protestar (?) seria bom que quem defende semelhante opção nos esclarecesse como se deveria encarar o dia seguinte. Acabava-se com as eleições? Como se escolhiam os governantes? Não havia governantes, ou seria melhor organizar um golpe de estado, ou uma revolução, encabeçada por um herdeiro de Salazar que guiasse (e mandasse) este povo de maus costumes, esta sociedade dissoluta, em que até se fazem referendos e se aprovam leis contra a vida? Ou, pura e simplesmente, numa orgia de cada um por si, não houvesse qualquer forma de governo? Ou íamos buscar o D. Duarte Pio e restaurávamos a monarquia? Ou então o proponente da desobediência civil inaugurava a sua própria dinastia?
Gostaria de saber como se levam até à última consequência determinado tipo de ideias. Ou, pura e simplesmente, são apenas um exercício de estilo azedo, resmungão, apocalíptico, resinoso e rezingão, e não são para levar a sério?
Eu acho que são para levar muito a sério, Sofia. Até porque são demasiado perigosas. Julgo que o tal senhor quer inaugurar a sua própria dinastia. Uns, usam o terrorismo bombista; ele, usa o terrorismo verbal, que até pode ser mais letal. As bombas matam corpos; as palavras, às vezes matam consciências.
ResponderEliminarO que o João Gonçalves pensa é que qualquer caos é preferível ao estado da arte.
ResponderEliminarTodos sabemos que esta República está agonizante.
Sem um estemecimento A SÉRIO Portugal terá o futuro que o Sr. Saramago lhe antevê.
Perante este quadro, uma maioria silenciosa está disponível para resolver este assunto, quando a "tal Europa" se esfrangalhar toda.
conclusão- é preciso responder
ResponderEliminarno covil dos lobos
Quando não se aceita o jogo democrático, o que fazer?
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