Cantarei o barro, porque nele esteve a vidae este sangue que ferve em nosso corpo.
Meus olhos de barro pressentem o repouso
e o clarão imortal de uma outra vida.
Cantarei o barro porque foi amassada
a nossa carne do barro inconsistente
e na argila curtida e inanimada
o sopro de Deus entrou como a semente.
(poema de Marìa Manent – trad. João Cabral de Melo Neto; escultura de Rodin: mão de Deus)
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