31 julho 2007

Às escuras

Estou às escuras. Distraidamente, à medida que percorria os blogues habituais, que ia lendo as novidades do dia, os pensamentos, as bocas, as histórias, foi-se instalando a penumbra, apenas com a janela luminosa do monitor.

Neste sossego egocêntrico e concentrado, relembro as impressões de filmes como “Blow-up” e Sonata de Outono. O segundo causou-me uma impressão tão forte que ainda hoje me lembro de cenas inteiras, brilhantemente filmadas e representadas, filme de conversa, em que se dissecam as almas e a emoções, em que a vida se despe no mais feio e no mais sublime de todos. A moda é que nunca foi de Ingmar Bergman.

Blow-up foi um filme de descobertas e mistérios, da revelação, do pormenor à espera de quem o encontre, da manipulação, do grão da fotografia, da beleza dos protagonistas, do olhar de Antonioni.

Estou totalmente às escuras. Ao longe murmuram vagamente sons televisivos que ninguém testemunha. Com o vento preguiçoso e molenguento, viajo pelo tempo e pelo mundo, consolada.

1 comentário:

  1. Cristina Loureiro dos Santos00:31

    Dois filmes muito belos.
    Pode ser uma frase feita, mas o cinema ficou mais pobre mesmo.

    Beijinhos :)

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