A construção europeia faz-se com os europeus, incentivando os cidadãos a discutirem, pensarem, votarem e aprovarem as grandes opções políticas para a Europa.Mais uma vez se prepara um tratado, agora reformado, que ainda não tem corpo que se leia, o denominado reform treaty, não sei se retirado à força da reforma ou se reformado compulsivamente mas, seguramente, um tratado reformatado.
Mais uma vez, como explicar, defender e discutir com o povo é muito cansativo, demorado e arriscado, porque o povo pode escolher o que a elite não quer, o melhor mesmo é não referendar a reforma do tratado constitucional. Os outros tratados também não foram referendados, portanto não há problema. E o facto de ter sido uma promessa eleitoral… fez-se exactamente para não se cumprir, como a maioria das promessas eleitorais.
Talvez fosse interessante, alguém começar a pensar na reforma da democracia. Mesmo que, depois, não se referende.
Fantástico!
ResponderEliminarExcelente!
Adorei este seu texto!
Subtilmente duro e extremamente importante.
Bravo!
Bjs
Obrigada, Bernardo Moura.
ResponderEliminarTal e qual.Eles comem tudo eles comem tudo.
ResponderEliminarEstão, deveras, a ultrapassar todos os limites. Depois, não se queixem.
ResponderEliminarLS
Calma, Sofia. Primeiro é necessário que o Tratado seja aprovado pelas instâncias adequadas para depois falarmos no referendo. Eu também defendo o referendo, mas não quero pôr o carro à frente dos bois, que é o que o MM está a fazer. Complexos...
ResponderEliminarNão sei quais as razões de Marques Mendes, pois já demonstrou que quer sempre o contrário do que quer o governo, independentemente do que já afirmou, em tempos que já lá vão. Mas o que transparece em todas as não-notícias é a vontade de aprovar qualquer coisa, mais ou menos parecida com o tratado constitucional, não referendando para não correr o risco de perder. Isso parece-me muito grave.
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