04 junho 2007

A prioridade europeia de Sócrates

O primeiro-ministro afirma que a presidência portuguesa da União Europeia se guiará pela prioridade da reforma dos tratados.

Não percebo muito bem como chegou Sócrates a essa conclusão. Nem percebo se a reforma dos tratados levará à existência de uma política europeia mais coordenada e solidária, dentro da própria Europa e, principalmente, fora dela.

Não é por acaso que Gorbachev chama a atenção para o descrédito a que chegou Tony Blair, ao deixar-se envolver pelo desejo imperialista desta administração americana. Na realidade, para além das piores relações entre a Grã-Bretanha e a Rússia, não sei que tipo de relações deve a Europa manter ou desenvolver com a Rússia.

O problema é que ninguém sabe exactamente o que fazer com a Rússia de Putin, e os velhos guardiães dos direitos humanos e das liberdades democráticas, deixam de querer dar lições sobre isso mesmo, mas apenas à Rússia, porque aos países africanos e aos países dominados pelo fundamentalismo islâmico, a Europa gosta de dar lições de moral.

Neste momento não há uma voz avalizada que fale pela União Europeia, não há uma política coerente que represente as posições da União Europeia. E temo que com a reforma dos tratados, passe a existir uma coerência de alguns países europeus que falarão por todos os outros, com ou sem o seu aval.

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