Demoro-me neste país indecisoque ainda procura o amor
no fundo dos relógios,
que se abre
como se abrisse os poros solitários
para que neles caiam ossos, vidros, pão.
Demoro-me
no ventre desta cidade
que nenhum navio abandonou
porque lhe faltou a água para a partida,
como por vezes desaparece a estrada
que nos conduz aos lugares
e ali temos que ficar.
(poema de Filipa Leal; pintura de Frank Ettenberg: Cities of the Mind)
Muito bonito!
ResponderEliminar"A Cidade Líquida e outras texturas" é um livro belíssimo (Deriva Editores, 2006)
ResponderEliminarolá sofia,
ResponderEliminarbom poema, belo tema. infelizmente, as mais das vezes, não nos demoramos neste país indeciso
...estamos presos nele e na nossa indecisão
beijos