27 maio 2007

A duas mãos

Inventar um sorriso
à distância de um segredo
desenhar o amor
à sombra de um degredo
abrir as cortinas
derrubar o muro
apagar o medo.

(poema de Ana)



Sal e sangue
nos dias do paraíso
são nossos os braços em cruz
com que erguemos o muro.

Sal e sangue
nos dias em que é preciso
moldarmos pedras e ventos
com que enfrentamos o mundo.


(pintura de Nereida García Ferraz: De Semillas)

2 comentários:

  1. Cristina Loureiro dos Santos20:03

    Adorei os dois poemas!
    O da Ana é de uma delicadeza...
    E o teu é muito bom, Sofia, lindo!

    Uma bela sinfonia, sem dúvida ;)

    Beijinhos :)

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  2. Bernardo Moura12:44

    Gostei muito dos poemas!

    ResponderEliminar

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