02 abril 2007

Solidão

Abre a porta e pesa-lhe o silêncio. A sala é imensa e negra, perfumada pela ausência. Arrepia-se a abre as persianas com o esforço que tudo lhe exige, olhar, respirar, até limpar as lágrimas com as costas da mão.

O arrastar dos sapatos faz eco. Aproxima-se da cama e deita-se. A leveza do corpo gasto e exausto mal estremece a madeira.

Pode ser que adormeça. Para sempre.


(pintura de Anthony Whishaw: study of an old man)

1 comentário:

  1. eufrazio filipe19:47

    NO BAIRRO
    NÃO HÁ ESPAÇO PARA CANTAR

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...